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#EstuproNãoéCulpadaVítima: 8 tuítes para quem ousa usar o "mas" ou "se ela" parar de culpar a vítima

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ESTUPRO
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"Se ela estivesse estudando isso não aconteceria".

"Se ela estivesse na igreja isso não aconteceria"

"Se ela estivesse em casa isso não aconteceria"

"Se ela tivesse mais cuidado isso não aconteceria"

"Mas ela não era uma menina de família".

Para você, amante da língua portuguesa, que adora e insiste usar a conjunção "se" no modo condicional ou por aquele "mas" na idéia advservativa para culpar a vítima do estupro, aí vai uma dica: pare, respire e leia as próximas frases.

Você está fazendo isso muito errado. Cinco exemplos disso estão no começo deste texto. Elenquei apenas os mais comuns encontrados na internet depois do estupro covarde e nojento de 33 homens contra uma jovem de 17 anos, no Rio de Janeiro.

E olha a "surpresa":

Muitas mulheres e meninas já foram estupradas na escola. Na igreja,ou em casa.

Hoje, a hashtag #EstuproNãoéCulpadaVitima dominou os trending topics do Twitter, com diversos depoimentos explicando o quão errado e deturpado é a culpabilização da vítima do estupro.

E, para você, que ainda não se convenceu em se desvencilhar do bom português para justificar a sua opinião, eis abaixo oito tuítes para, no mínimo, prestar atenção.

1) Sóbria ou chapada, vestida ou pelada. Nenhuma mulher pede para ser estuprada;

2) Você ainda pensa que a culpa é da vítima?

3) Biquini, sainha, shorts... Nenhuma das alternativas é o motivo.

4) Ensine e dê o exemplo.

5) Explique a sentença: "Estupradores estupram" 6) O recado está dado. 7) Nada justifica. 8) A "novinha" quer respeito!

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