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Michel Temer vai criar departamento na PF para combater violência contra a mulher

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TEMER ALEXANDRE DE MORAES
Acting Brazilian President Michel Temer delivers a speech during the swearing-in ceremony for the new culture minister, Marcelo Calero, at the Planalto Palace, the seat of government in Brasilia, on May 24, 2016. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images) | Fabio Rodrigues Pozzebon / Agência Brasil
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Após extingir o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, o presidente em exercício, Michel Temer, lamentou o estupro coletivo de uma jovem no Rio de Janeiro e anunciou que criará um departamento na Polícia Federal para esse tipo de crime.

“Repudio com a mais absoluta veemência o estupro da adolescente no Rio de Janeiro. É um absurdo que em pleno século 21 tenhamos que conviver com crimes bárbaros como esse”, afirmou Temer, em nota.

“Nosso governo está mobilizado, juntamente com a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, para apurar as responsabilidades e punir com rigor os autores do estupro e da divulgação do ato criminoso nas redes sociais”, completou.

Na terça-feira, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, irá se reunir com os secretários de segurança pública estaduais para tomar medidas de combate à violência contra a mulher.

“Vamos criar um departamento na Polícia Federal tal como fiz com a delegacia da mulher na Secretaria de Segurança Pública do governo Montoro, em São Paulo. Ela vai agrupar informações estaduais e coordenar ações em todo país”, anunciou Temer.

Em vigor desde 2006, a Lei Maria da Penha prevê um banco de dados unificado, que nunca foi tirado do papel.

Moares conversou com o secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Os dois vão se reunir novamente na segunda-feira.

Em nota, o ministro disse repudiar “veementemente o hediondo crime praticado contra uma adolescente de 16 anos. O estupro representa a maior violência à dignidade da mulher e deve ser duramente reprimido”.

Em 2015, quando era secretário de segurança, Moraes disse estar aliviado por “não ter se consumado o roubo do cofre” do metrô ao comentar o caso de uma mulher que foi estuprada no local.

A nomeação de Fátima Pelaes para Secretária da Mulher, subordinada ao Ministério da Justiça deve ser oficializada na próxima segunda-feira.

Presidente do PMDB Mulher, em nota, ela disse ser preciso combater a cultura do estupro.

“O estupro coletivo desta jovem trouxe mais uma vez a cultura de estupro ao olhar de todos os brasileiros. É preciso identificar e punir os responsáveis por tamanha atrocidades. Barbáries reforçam o machismo, preconceito, sexismo, e mostram o quanto a nossa sociedade ainda precisa avançar no enfrentamento a todo tipo de violência contra a mulher. Esse assunto não deveria ser apenas, ou especificamente, de interesse das mulheres. É uma assunto que interessa homens e mulheres engajados na construção de relações sociais mais justas e igualitárias.”

Socióloga e deputada federal por cinco mandatos, ela mudou a trajetória de vida política após se tornar evangélica.

Na quinta-feira, a presidente afastada, Dilma Rousseff, manifestou solidariedade à jovem de 16 anos estuprada por vários homens no Rio de Janeiro. Em sua página no Facebook, Dilma classificou o ato dos 33 agressores de "barbárie".

"Mais uma vez reafirmo meu repúdio à violência contra as mulheres. Precisamos combater, denunciar e punir este crime. É inaceitável que crimes como esse continuem a acontecer. Repito, devemos identificar e punir os responsáveis".

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