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Diretor do departamento de Aids pede demissão e faz críticas ao governo Temer

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DIRETOR AIDS
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O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais nos últimos três anos pediu exoneração do cargo neste fim de semana. Fábio Mesquita divulgou uma carta na qual faz duras críticas ao governo em exercício de Michel Temer e a atual gestão da pasta do Ministério da Saúde, comandada por Ricardo Barros, do PP.

"Ricardo Barros, por sua vez, já chegou anunciando que ia diminuir o SUS e incentivar o aumento de planos de saúde; se propôs a cortar os médicos cubanos do programa Mais Médicos; e passou a dar voz aos setores mais reacionários de minha categoria profissional", criticou.

Nas redes sociais, o ex-diretor disse que resistiu ao máximo, mas afirmou que não aguentaria trabalhar em um governo ilegítimo.

Em sua carta, o especialista também criticou a medida de Temer de desvincular os recursos da Saúde e da Educação do Orçamento Geral da União. "Os problemas que afetam a política pública da saúde no Brasil não começaram neste governo provisório , mas em poucos dias foram intensificados de maneira alarmante", advertiu.

Mesquita também reclamou que a nova gestão do Ministério da Saúde retirou a importância dos técnicos e especialistas em DSTs. Em Congressos como a Assembleia Mundial de Saúde, na Suíça, e na Conferência Mundial de Aids e DSTs, nos Estados Unidos, a pasta alegou que precisava viajar com uma delegação menor. No entanto, a esposa do ministro Ricardo Barros foi convidada para a mesma missão.

"Em 31 anos de existência formal da resposta brasileira à epidemia de AIDS, essa será a primeira ausência dos técnicos que trabalham com o tema em um fórum tão crucial, se esta sandice prosperar".

Em nota, o Ministério da Saúde rebateu as críticas e disse que na viagem à Suíça o próprio ministro da Saúde participou de três reuniões sobre Aids e DSTs . Também afirmou que o "Brasil apoia a mudança da resposta à epidemia de Aids, com uma abordagem de atenção integral à saúde".

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