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Manifestantes fazem protesto em Brasília e Porto Alegre contra cultura do estupro

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Agência Brasil
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As cidades de Brasília e Porto Alegre organizaram manifestações em repúdio à violência e contra a cultura de estupro.

Na capital do País, o ato foi marcado por uma caminhada de quase dois quilômetros entre o Museu da República e a Praça dos Três Poderes, onde os participantes depositaram flores na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O movimento, que era para ser pacífico, acabou gerando um pequeno tumulto, quando alguns participantes pularam a cerca em volta do STF. Segundo relato da Polícia Militar, alguns manifestantes jogaram pedras e garrafas contra os policiais e tentaram derrubar a grade que isolava o prédio do Supremo.

A PM usou gás de pimenta para contê-los e, logo em seguida, com ajuda dos próprios manifestantes, a situação ficou mais calma.

Segundo cálculos da Polícia Militar, cerca de 1,5 mil pessoas participaram do ato em protesto contra o estupro de uma menor de 16 anos no Rio de Janeiro por mais de 30 homens. Durante o protesto, os manifestantes exibiram faixas com dizeres como "A culpa nunca é da vítima"; "30 contra todas", "Estupro fere o corpo e mata a alma"

Em Porto Alegre, a Casa de Cultura Mario Quintana foi palco de um ato em repúdio à violência contra a mulher e à cultura do estupro. Sobre um pano preto, mulheres deitaram no chão formando o número 33, em referência ao número de homens envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente, no último fim de semana, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio.

33

Com os rostos pintados de vermelho e panos da mesma cor amarrados no corpo, simbolizando mordaças, as manifestantes levantaram uma a uma, arrancaram o tecido e gritaram frases como "não ao estupro" e "meu corpo é meu". Ao final, derramaram tinta sobre cartazes espalhados no piso, denunciando o machismo e atos violentos. Tiveram o apoio de outras mulheres e também de alguns homens.

Com faixas e cartazes estampados com "fora Temer", o grupo também protestou contra o governo interino de Michel Temer.

O ato, que reforçou outros movimentos do tipo registrados no país ao longo do fim de semana, terminou por volta das 16h30min de forma pacífica e sem incidentes.

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