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Ex-presidente do Chade é condenado à prisão perpétua por estupro, tortura e assassinato

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HISSENE HABRE
Former Chad President Hissene Habre makes declarations to media as he leaves a court in Dakar, Senegal November 25, 2005. Senegal's Appeals Court declined to decide whether Habre should be sent to Belgium to face torture and political killings charges during his rule, saying it was "not competent" to do so. REUTERS/Aliou Mbaye | STR New / Reuters
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Hissene Habre, ex-presidente do Chade, foi considerado nesta segunda-feira (30) culpado de crimes contra a humanidade por ordenar a tortura e o assassinato de milhares de opositores políticos durante seus oito anos de governo durante a Guerra Fria.

Também considerado culpado de estupro, Habre foi condenado à prisão perpétua pela Câmara Especial Africana, um tribunal criado em 2013 pelo Senegal e pela União Africana.

O veredicto encerra uma batalha de 16 anos de vítimas e de ativistas de direitos humanos para levar o ex-líder à Justiça no Senegal, para onde ele fugiu depois de ser deposto por um golpe de Estado em 1990.

"A condenação de Habre por estes crimes horrendos depois de 25 anos é uma vitória imensa para suas vítimas chadianas", disse Reed Brody, pesquisador da entidade humanitária Human Rights Watch, que ajudou a investigar os crimes de Habre.

Habre tem duas semanas para apelar da sentença.

O caso se centrou na questão de Habre, louvado na Casa Branca em 1987 pelo então presidente norte-americano Ronald Reagan depois de expulsar forças líbias do Chade, ter ordenado ou não a tortura e o assassinato de milhares de oposicionistas e rivais étnicos.

Uma Comissão da Verdade criada em 1992 acusou o governo de Habre de ter cometido até 40 mil assassinatos políticos, além de tortura sistemática, levados a cabo principalmente por sua temida agência de inteligência, o Diretoria de Documentação e Proteção (DDS).

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