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Ex-ministro de Dilma chefiará inteirinamente pasta da Transparência de Temer

Publicado: Atualizado:
MICHEL TEMER
Montagem/Agência Brasil/WikiCommons
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A rápida saída de Fabiano Silveira do Ministério da Transparência deixou o presidente em exercício Michel Temer sem saída imediata. Como o secertárioa-executivo do governo do peemedebista ainda não tinha sido nomeado, o ex-ministro da Controladoria-Geral da União, do governo da presidente Dilma Rousseff, Carlos Higino de Alencar assumirá inteirinamente o controle da pasta.

Higino fica no cargo até que seja oficializada a nomeação do próximo ministro. O mais cotado para o cargo é Márcio Tancredi, que seria o secretário-executivo da pasta. Embora não tivesse sido nomeado número dois do ministério, ele já despacha da pasta.

A saída de Silveira foi considerada um alento para a cúpula do governo Temer. Apesar da demissão voluntária, o desgaste foi considerado menor que se ele tivesse sido exonerado pelo presidente em exercício.

Até o fim da tarde, Temer não contava com a demissão. O presidente em exercício estava disposto a bancar o desgaste para não desagradar o presidente do Senado, Renan Calheiros, que é padrinho político de Silveira, e mostrar que o governo tem "pulso firme".

"Se a cada notícia ruim, o governo for tomar uma decisão drástica, for demitir, o governo acaba em poucas semanas. Temer tem que mostrar autoridade, principalmente em um caso como este, no qual não há acusações sobre o ministro", diz um aliado do governo.

Silveira pediu demissão após ter sido divulgado o áudio de uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Mahcado, no qual ele dá conselhos a Renan Calheiros sobre como lidar com as investigações da Operação Lava Jato.

Na avaliação de Temer, o caso é menos grave que o do ministro afastado do Planejamento Romero Jucá. O então chefe do Planejamento caiu após a divulgação de outra conversa de Machado, onde Jucá sugere um "pacto" para "estancar a sangria da Lava Jato".

O presidente em exercício passou o dia reunido com ministros e aliados para discutir os rumos do governo. "Dizem que são 60 hora de gravações. Não dá para ser uma crise, toda vez que sai um trecho", desabafa outro aliado de Temer.

Dilma

A saída de Silveira abriu mais vez espaço para a presidente afastada Dilma Rousseff criticar o governo do peemedebista. Ela disse, inicialmente, achou que a troca da Controladoria-Geral a União para Ministério da Transparência era uma jogada de marketing, mas depois percebeu o real objetivo. "Primeiro pensei que era uma jogada de marketing. Agora tenho certeza que o objetivo era tornar obscura a transparência", disse.

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