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Governador em exercício do Rio defende 'pena de morte' para caso de estupro coletivo no Rio; dois já estão presos

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FRANCISCO DORNELLES
Agência Brasil
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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, afirmou nesta segunda-feira (30) que, se dependesse dele, a punição para o caso de estupro coletivo seria pena de morte.

De acordo com o G1, Dernelles pediu prioridade máxima para a investigação do crime de estupro coletivo contra a adolescente de 16 anos, que aconteceu no último dia 21, na zona oeste do Rio de Janeiro e disse que considera o crime de estupro o "mais hediondo dos crimes."

"Se dependesse de mim ele seria punido com a pena de morte. Eu ontem estive com o Fernando Veloso [chefe da Polícia Civil do Rio] e pedi que o estado fosse profundo, para tomar todas as medidas, uma punição... A mais violenta possível."

Também nessa segunda, a delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), disse não haver mais dúvidas de que a jovem foi vítima de estupro durante coletiva.

"A minha convicção é de que houve estupro, porque há o vídeo, além do depoimento da vítima. O que é preciso esclarecer é a extensão desse estupro. A gente quer verificar quantas pessoas praticaram esse crime. Mas que houve, houve".

Dois suspeitos presos

Dois dos seis suspeitos de participar do estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro já foram presos pela Polícia Civil.

Raí de Souza, 22 anos, se entregou na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) no início desta tarde e Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20, que teve relacionamento com a vítima, foi preso em flagrante em um restaurante no centro do Rio de Janeiro também nesta tarde.

A DCAV determinou a prisão de seis suspeitos de envolvimento no estupro. Ainda estão foragidos Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como Da Russa (apontado como chefe do tráfico do Morro da Barão, na Praça Seca, onde ocorreu o crime); Marcelo Miranda da Cruz Correa; Raphael Assis Duarte Belo e Michel Brasil da Silva.

envolvidos estupro
Da esquerda para a direita: Sérgio Luiz da Silva Junior, Marcelo Miranda da Cruz Correa, Raphael Assis Duarte Belo, Michel Brasil da Silva, Lucas Perdomo Duarte Santos e Raí de Souza.

Raí havia confirmado ter sido responsável por gravar imagens da vítima com o celular e divulgá-las na internet, na última sexta-feira (27), ao comparecer na delegacia para prestar depoimento.

No mesmo dia, Souza acenou e sorriu para as câmeras e chegou a dizer que Lucas estava "mais famoso do que a Dilma".

Porém, hoje, seu advogado, Alexandre Santana, disse que Souza não foi autor do vídeo. As imagens teriam sido gravadas poe um homem chamado Jefferson, traficante da região, utilizando o celular do jovem, segundo noticiou o G1.

Raí ainda disse que não participou do estupro, mas não explicou por que estava no local. "Me considero injustiçado".

Já Lucas foi preso em flagrante em um restaurante, enquanto se preparava para falar com seus advogados, antes de uma entrevista, de acordo com o UOL.

Os dois, Lucas e Raí, foram encaminhados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, zona norte do Rio de Janeiro.

"A gente sabe que ele está falando a verdade, vou estudar o pedido de prisão para apresentar as medidas cabíveis", afirmou Eduardo Antunes, advogado de Lucas.

Antunes disse que que está analisando a possibilidade de habeas corpus ou revogação da prisão, já que o crime de estupro de vulnerável é inafiançável, ou seja, o suspeito não pode ser solto mediante pagamento de fiança. Lucas é jogador do Boavista, time de Saquarema, na Região dos Lagos.

Disque Denúncia

Desde a última quarta-feira (25) já foram feitas 22 denúncias informando a localização dos envolvidos no estupro coletivo ao Disque Denúncia. A delegada Cristiana Miguel Bento, responsável pelo caso, informou que todos os telefonemas que recebidos na central foram repassados de imediato à própria delegacia.

O Disque-Denúncia recebe de forma anônima as denúncias através dos telefones 2253 1177 (capital) ou 0300-2531177 (interior, custo de ligação local). O serviço funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 23h30.

(Com informações da Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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