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Advogado de suspeito de estupro coletivo no Rio diz que a vítima estava 'superconsciente'

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Ricardo Moraes / Reuters
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O advogado Alexandre Santana disse que Raí de Souza, seu cliente, preso sob a acusação de envolvimento no estupro coletivo da adolescente de 16 anos na zona oeste do Rio de Janeiro, contou que a menina estava "superconsciente" no momento da ação.

Santana reafirmou que Raí teve relações sexuais com a jovem de maneira "consensual", horas antes da gravação da filmagem divulgada nas redes sociais.

O vídeo mostra um homem manipulando por alguns momentos as partes íntimas da jovem nua. Também é possível ouvir risadas e uma música em ritmo de rap, cantada por um dos homens presentes. Questionado por jornalistas nesta terça-feira (31) como a menina não teria acordado nesse cenário, Santana disse que o cliente atribuiu ao "cansaço". "Passou o tempo todo no baile funk, né?", afirmou Santana.

O advogado disse que Raí teria chegado a casa, chamada nos depoimentos de "abatedouro", com a jovem, além do outro acusado do crime, também preso, Lucas Perdomo Duarte dos Santos, o Luquinhas, e a amiga Joyce, de 18 anos.

Isso aconteceu por volta das 7h de domingo (22). Segundo a versão do acusado, o vídeo foi gravado em torno das 10h, pelo celular de Raí. Santana disse que a gravação não foi feita pelo suspeito, mas pelo traficante identificado apenas por Jeferson, o Jefinho.

Raí tinha saído do quarto para pedir um mototáxi, quando Jefinho pegou o celular dele no quarto e fez a gravação. Raí chegou no final da filmagem, quando estavam cantando um rap. A risada que se houve neste momento é do Raí, "mas ele estava rindo de outra coisa", disse o advogado.

Ao Extra, Alexandre Santana alegou que ele é um "meninão":

"Ele é um meninão. Apesar do tamanho, tem mentalidade de criança. Não pensou no que fez. Mas não cometeu crime. Não participou de estupro algum."

O advogado, ainda, disse que Raí teme represálias.

"Ele teme alguma represália. Volto a dizer: é um menino do bem. Partiu dele a decisão de se apresentar para esclarecer logo tudo. Não merece ter seu nome envolvido num caso de estupro coletivo, que é uma barbaridade."

Lucas e Raí, presos na Cidade da Polícia (sede das delegacias especializadas da Polícia Civil), deverão prestar novos depoimentos nesta terça-feira e serão transferidos para o presídio Bangu 10. A delegada Cristiana Bento, presidente do inquérito que tramita na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), disse que vai no início desta tarde à Cidade da Polícia.

Quatro suspeitos de participar do estupro ainda estão foragidos. Marcelo Miranda Correa e Michel Brasil da Silva são suspeitos de divulgar o vídeo do abuso. Raphael Assis Duarte Belo aparece em foto com a vítima desmaiada. Sérgio Luiz da Silva Júnior, o Da Russa, é apontado como chefe do tráfico no Morro do Barão.

A delegada quer ouvir um sétimo suspeito. Segundo o advogado Santana, seria Jefinho. Santana esteve na Cidade da Polícia a pedido da família de Raí, que teme agressões contra ele.

(Com informações da Estadão Conteúdo)

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