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#EuSouSobrevivente: Mulheres que sobreviveram à violência sexual compartilham relatos impactantes nas redes sociais

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A notícia sobre o estupro coletivo de uma menina de 16 anos por cerca de 30 homens em uma comunidade do Rio de Janeiro chocou o Brasil e levantou, novamente, o debate sobre a cultura do estupro e a violência contra a mulher no País.

Diante desta barbárie, a empreendedora e ativista social, Sabrina de Campos, de 35 anos, decidiu compartilhar em seu perfil do Facebook, na última sexta-feira (27), o relato do estupro que sofreu há 19 anos, quando tinha apenas 16 anos e era menor de idade.


Sua história forte e cheia de coragem estimulou outras mulheres a fazerem o mesmo e criarem a campanha com a hashtag #EuSouSobrevivente.

Todos os relatos compartilhados são dolorosos e demonstram a força que estas mulheres tiveram para continuar vivendo depois de passar pelo horror de uma violência sexual:

O caso do estupro coletivo no Rio gerou tamanha revolva e indignação que mulheres organizaram outras campanhas, virtuais e na rua.

Na última quarta (25), a hashtag #QueroUmDiaSemEstupro viralizou nas redes sociais, junto com a campanha "Fim da Cultura do Estupro" nas fotos dos perfis do Facebook e Twitter. O evento Por Todas Elas convoca mulheres de diversas cidades, como São Paulo, Natal, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, entre outras, a ocuparem as ruas na próxima quarta (1) contra a violência feminina.

Depois destas manifestações das redes o Ministério Público do Rio recebeu mais de 800 denúncias em apenas dois dias. A Polícia Civil investiga a autoria do crime e quatro suspeitos já foram identificados.

Estima-se que uma em cada cinco mulheres será vítima de abuso sexual durante suas vidas e que a cada uma hora e meia uma mulher é morta pelo fato de ser mulher, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2015.

A barbárie que aconteceu no Rio de Janeiro não é um caso isolado e é contra esta realidade que as mulheres estão levantando suas vozes e lutando.

LEIA MAIS:

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