Huffpost Brazil

Quando o ataque de pânico é de uma mulher, a chance de estigma é maior

Publicado: Atualizado:
PANIC ATTACK
Todor Tsvetkov via Getty Images
Imprimir

Sofrer um ataque de pânico é difícil, seja você homem ou mulher.

Mas uma pesquisa nova sugere que as mulheres têm mais chances de ser estigmatizadas que os homens, depois de passar por uma crise desse tipo.

Uma pesquisa conduzida com mais de 3.000 adultos revelou que 14% das mulheres suspeitam que outras pessoas não acreditam que elas sofram crises de pânico. Dentre os homens, 11% têm essa suspeita.

Além disso, as mulheres têm mais chance que os homens de ouvir de outras pessoas que o transtorno de pânico não é uma condição grave.

Ao todo 17,39% das mulheres entrevistadas já ouviram de outras pessoas que sua condição “não é séria”, contra 12,79% dos homens a quem isso foi dito.

mulher

De acordo com o NHS (o Serviço Nacional de Saúde britânico), um ataque de pânico envolve uma onda forte de sintomas psicológicos (mentais) e físicos.

A pessoa que passa por essa crise pode sofrer uma sensação avassaladora de medo, apreensão e ansiedade, além de sintomas físicos como náusea, transpiração, tremores e palpitações do coração.

Conduzida pela bcalm, a pesquisa mais recente constatou que a incidência de ataques de pânico é um pouco maior entre mulheres que entre homens: 59% das mulheres disseram já ter sofrido crises de pânico, enquanto apenas 44% dos homens disseram o mesmo.

Segundo a pesquisa, um quarto das mulheres (24%) e 16% dos homens sofrem ataques de pânico infrequentes (menos de uma vez por ano).

Mas os homens têm chance um pouquinho maior de sofrer de crises de pânico semanais.

Os pesquisadores perguntaram aos participantes o que achavam que poderia ser feito para ajudá-los a controlar as crises.

Mais de um quarto das pessoas que sofrem crises de pânico – 27% -- disse que não recebe nenhum apoio de seus chefes ou empresa, e uma em cada dez disse que o chefe ou a empresa poderiam fazer mais para lhe dar apoio.

Um fato preocupante foi que apenas 8% dos entrevistados que têm ataques de pânico disseram receber muito apoio de seus empregadores.

O Dr. Michael Sinclair, diretor da bcalm, acha prestar atenção no ambiente de trabalho pode ajudar muitas pessoas que sofrem ataques de pânico a superar essa condição.

“Quase três em cada dez mulheres e um em cada quatro homens disseram que se a ventilação fosse melhor em seu local de trabalho, isso as ajudaria com os ataques de pânico”, disse Sinclair.

“Esse resultado confirma dois estudos médicos duplos cegos realizados em dois países separados, por pesquisadores diferentes, que demonstraram que a instalação de filtros de poluição para filtrar o dióxido de carbono ajuda a reduzir os ataques de pânico.”

“Muitos escritórios têm janelas que não abrem. Nesses casos é preciso um sistema de ventilação caro, de alta potência, para compensar, e muitas empresas não podem arcar com esse custo."

“As empresas precisam incentivar seus funcionários a sair para o ar livre, a se mexerem. Mesmo um intervalo rápido tirado ao ar livre pode ajudar. O ar fresco é importantíssimo para a saúde física e mental.”

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost UK e traduzido do inglês.

LEIA MAIS:

- Quando dá para dizer que você está 'tendo um ataque de pânico'?

- 7 famosos descrevem como é ter um ataque de pânico

-11 coisas que quem ama alguém com transtornos mentais deveria saber

Também no HuffPost Brasil:

Close
11 livros que vão mudar seu ponto de visto sobre doenças mentais
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção