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Mulher e filha de Cunha dizem que ele autorizou compras de luxo em contas no exterior

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CLAUDIA CRUZ
Reuters
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A mulher do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, disse em depoimento à Justiça Federal do Paraná que ele autorizava os gastos com compras de luxo que ela fazia no exterior. O depoimento de Cláudia Cruz e da filha de Cunha, Danyelle, foram enviados para o Supremo Tribunal Federal. As duas, assim como Cunha, são investigadas pela Operação Lava Jato.

Cláudia disse que nunca questionou o marido sobre qual seria a origem do dinheiro que ela gastava no exterior e que não fazia ideia de quanto é o salário de um deputado federal. Para ela, a renda de Cunha vinha dos investimentos no mercado financeiro e também em empresas.

"A depoente nunca se interessou em perguntar a Eduardo Cunha de onde era a origem do dinheiro utilizado no exterior", destaca o depoimento. "A depoente nunca tomou conhecimento de nenhuma atividade empresarial desenvolvida por Eduardo Cunha no exterior".

Cunha sempre se defendeu dizendo que seu patrimônio no exterior era fruto do seu trabalho com comércio exterior em 1980. Depois, disse para o Conselho de Ética que era apenas dependente do cartão da mulher.

De acordo com Cláudia, "ela perguntou ao marido se poderia fazer qualquer tipo de aquisição de luxo e ele autorizava". Também afirmou que o próprio Eduardo Cunha levou os documentos de abertura da conta para ela assinar.

Filha

A filha, Danyelle, que é publicitária, disse que presumia que o dinheiro para o alto padrão da família era proveniente do patrimônio da atividade anteriormente desenvolvida por Eduardo Cunha. Danyelle ressaltou que tem uma renda entre R$5 mil e R$10 mil e ainda é dependente do pai.

Danyelle afirmou ainda que todos os gastos no cartão de crédito eram autorizados por Cunha e ela não recebia os extratos. Ela admitiu que que tinha um cartão de uma conta no estrangeiro.

Investigações

Segundo a Procuradoria Geral da República, Cunha recebeu pelo menos US$ 1,31 milhão - R$ 5,2 milhões - em uma conta na Suíça. O dinheiro, segundo o país europeu, foi recebido como propina pela viabilização da aquisição, pela Petrobras, de um campo de petróleo em Benin, na África.

O dinheiro teria sido usado para compra de itens de luxo para a família, tudo sem declarar às autoridades bancárias nem à Justiça Eleitoral.

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