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Temer considera 'discreto' reajuste salarial com impacto bilionário no Orçamento

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MICHEL TEMER
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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O presidente em exercício Michel Temer considera “discreto” o reajuste no salários dos servidores do Poder Judiciário, aprovado pela Câmara na madrugada desta quinta-feira (2). Embora Temer tenha considerado a economia o maior desafio para o governo, o aumento tem impacto no Orçamento de pelo menos R$ 56 bilhões até 2019.

Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, do STB, o peemedebista afirmou que o projeto foi ajustado no governo anterior com os servidores do Judiciário.

“Pacifica a relação do governo com as várias categorias de servidores por dois, três, quatro anos. É um aumento desejado há muito tempo, um aumento discreto, que quase não cobre a inflação. É útil para o o governo e útil para os servidores. Sem dúvida levou em conta o cálculo político e o cálculo econômico. Precisamos de tranquilidade e paz para trabalhar.”

Em contrapartida, para tirar as contas do governo do vermelho pode ser que o dinheiro tenha sair do bolso do contribuinte. O presidente em exercício disse que a ideia é não aumentar os impostos, como recriar a CPMF, mas reconheceu que se a equipe econômica apontar essa como solução, ela será adotada. Ele, entretanto garantiu que: “se vier, será temporário”.

Outra medida para conter a sangria de gastos da União será a reforma da previdência. Temer sinalizou que simpatiza com a proposta de transição para que as medidas possam valer para quem já está no mercado de trabalho.

Para ele, a queda do PIB menor que a esperada é um indicativo de que esse "brevíssimo período de governo já provocou um efeito positivo”.

“Golpe”

Na entrevista, Temer enfatizou em diversos momentos o bom relacionamento com o Congresso e fez críticas indiretas ao governo da presidente afastada Dilma Rousseff.

Segundo ele, o PMDB não participava da elaboração das políticas públicas e havia uma difícil relação com os parlamentares. Ele disse que deixou a articulação política por causa dos compromissos não cumpridos.

“Me afastei para não gastar todo meu potencial político, a credibilidade política que eu tinha com o parlamento brasileiro.”

Segundo ele, há um movimento político por trás das críticas ao governo dele. “Recuperei o Ministério da Cultura e os prédios continuam ocupados. Está se revelando um movimento político.”

Para ele, quem reclama de falta de legitimidade precisa ler a Constituição. “Basta ler a Constituição para ver que presidente e vice são eleitos juntos para a tarefa”, disse. Ele destacou ainda que o processo de impeachment está sendo acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal.

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