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Estudantes de escola pública organizam museu virtual que conta trajetórias de mulheres esquecidas ao longo da história

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Maria Beatriz Nascimento, nascida em Aracaju, historiadora, poeta e militante do movimento negro e feminista | Reprodução/MuseuVirtualdasHeroínas
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A falta de representatividade de mulheres se dá em todas as esferas da sociedade e isso já é demonstrado desde a educação básica, dentro das salas de aula.

Quantas mulheres aparecem como "heroínas" nos livros de história?
E nas aulas de literatura, como elas são representadas, senão como Capitus e Aurélias?
Na ciência, então, não há qualquer rastro de representatividade.

Pensando nisso, estudantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da UNB, que lecionam no Centro de Ensino Médio I em São Sebastião, no Distrito Federal, tiveram uma ideia incrível: pesquisar mulheres que foram importantes na história, mas que não ganharam estátuas em sua homenagem ou não aparecem nos livros.

O projeto foi nomeado como Heroínas Sem Estátua: O conhecimento a partir das mulheres e seu resultado foi exposto na escola.

Além disso os alunos, que foram 350 no total, colocaram todo o conteúdo num blog para que o conhecimento não ficasse restrito apenas a eles.

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Maria Del Pilar, professora de língua portuguesa e uma das idealizadoras do projeto, fala no vídeo de abertura da exposição que a linguagem é o principal instrumento para possíveis mudanças sociais e conta um pouco da onde vem a necessidade de um trabalho como este:

"Quando a gente pensa um pouco sobre o que a gente estuda na escola, a gente percebe uma escassez de mulheres. Vou dar um breve exemplo: Quando a gente vai estudar romantismo, nós estudamos apenas autores homens e brancos. E aqui temos o exemplo de um dos trabalhos feitos por uma das alunas, que é da Nísia Floresta Brasileira. Nísia foi a primeira feminista brasileira, mas não só isso, ela foi uma grande escritora e uma grade filósofa, que produziu em larga escala"

Ela termina dizendo que esse trabalho vem para suprir uma lacuna de invisibilidade de pessoas negras e mulheres:

"Se a gente só tem uma matriz de conhecimento que se resume a um tipo específico de fonte a gente perde muito em termos de sociedade. A gente perde na possibilidade de expandir e de ver além, que é a grande contribuição da ciência."

Por mais projetos assim!

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