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Do governo FHC ao governo Dilma: Cabe todo mundo no listão do 'petrolão' de Cerveró

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FHC CERVER DILMA
Montagem/Câmara dos Deputados/Agência Brasil
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O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró apontou onze políticos nominalmente citados entre os beneficiários de desvios e propinas envolvendo negócios da estatal e de subsidiárias. De acordo com o jornal O Globo desta segunda-feira (6), os citados integravam os governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma Rousseff (PT).

Segundo o jornal, Cerveró citou em delação premiada (que colabora com a Justiça em troca de redução de pena) um pagamento total de, ao menos, R$ 564,1 milhões em propina. Individualmente, o valor mais alto se refere da empresa petrolífera argentina Pérez Companc, em 2002, pela Petrobras. O negócio teria rendido US$ 11 milhões para integrantes do governo FHC.

Outros negócios envolvendo a Petrobras que renderam propina foram a venda da argentina Transener, em 2007, que rendeu ao menos US$ 300 mil para Cerveró e outros US$ 300 mil para Fernando Baiano, e a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que acumulou ganhos de US$ 15 milhões em proprina para o ex-senador Delcídio Amaral, Fernando Baiano e o ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, entre outros.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, o senador Jader Barbalho e Delcídio também se beneficiaram em pelo menos US$ 24 milhões em propina na aquisição de sondas.

Ainda de acordo com o ex-diretor, a compra de blocos de petróleo em Angola gerou propinas de até R$ 50 milhões para a campanha presidencial do PT em 2006, quando Lula era candidato à reeleição. Cerveró também citou o uso de propina em campanha de outros petistas, como Jaques Wagner, também em 2006.

Cerveró também citou gerência ineficiente que resultou em perdas astronômicas à estatal, como a a interferência da ex-ministra do governo Dilma Ideli Salvatti para que a BR Distribuidora renegociasse uma dívida de R$ 90 milhões da transportadora Dalçoquio e prejuízo de US$ 40 milhões com a interrupção da obra da fábrica de lubrificantes em Duque de Caxias, no Rio, além do ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ordenar o fundo de pensão Petros, da estatal, a investir no Banco BVA, que viria a falir em 2014.

Procurados pelo O Globo, os citados negaram o recebimento de propina.

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