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Prisão é demais para 'ato que durou só 20 minutos', diz pai de estuprador nos EUA

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ALLEN TURNER
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Inacreditável.

O pai de um ex-aluno da renomada Universidade de Stanford, condenado na última semana por estuprar uma menina desacordada, resolveu fazer um "apelo" pelo afrouxamento da pena do jovem. Segundo Dan Turner, o estudante não merecia ser preso por um ato "que durou 20 minutos".

Brock Turner, 20, foi condenado a seis meses de prisão e três anos de liberdade condicional. A pena foi considerada branda inclusive por autoridades judiciais. A condenação foi anunciada no dia 2 de junho. Condenado por três crimes, Turner podia passar até 14 anos na prisão.

O rapaz também deverá participar de um programa de recuperação para condenados por crimes sexuais e ficará cadastrado, pelo resto da vida, em um banco de dados que compila identidades de criminosos sexuais.

Responsável pela determinação da pena, o juiz Aaron Persky, ex-aluno de Stanford, disse que a prisão vai ter um "impacto severo" no jovem, e argumentou que foi leniente por conta das "referências positivas" e da ausência de histórico criminal do rapaz. A carta de seu pai também foi levada em conta (leia a íntegra, em inglês). "Eu acho que ele não representa perigo para os outros", disse o juiz, de acordo com o Guardian.

Promotor de Santa Clara e encarregado da acusação, Jeff Rosen afirmou à BBC que a pena é desproporcional ao crime. "A pena não leva em consideração a verdadeira gravidade desse crime sexual, ou o trauma da vítima. Um estupro em um campus não é diferente de um estupro fora de um campus. Estupro é estupro".

Em sua defesa, o pai do jovem ainda diz que ele "não tem histórico criminal e nunca foi violento com ninguém, incluindo em suas ações na noite de 17 de janeiro de 2015", data em que estuprou uma jovem desacordada. "Sua vida nunca vai ser aquela que ele sonhou e lutou tanto para alcançar".

Dois estudantes flagraram Turner estuprando a jovem atrás de uma lixeira - ele tentou fugir, mas foi detido pelos dois rapazes, que esperaram a chegada da polícia. Ela estava desacordada, mas o condenado insiste em dizer que ela consentiu o ato sexual.

Quem também resolveu se manifestar foi a garota estuprada por Turner, que não foi identificada.

"Você não me conhece, mas você já esteve dentro de mim, e é por isso que estamos aqui hoje", começa o texto. Diante da repercussão do caso, a âncora da CNN Ashleigh Banfield dedicou mais de 20 minutos do seu programa nesta segunda-feira (7) para ler o depoimento da jovem na íntegra.

"Eu fiquei ali, examinando o meu corpo debaixo da água, e decidi que não queria mais meu corpo. Eu estava aterrorizada, não sabia o que tinha acontecido, se ele tinha sido contaminado, por quem tinha sido tocado. Eu queria tirar o meu corpo como um casaco e deixá-lo no hospital com todo o resto".

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