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4 razões que despertam a paixão do millennial por um produto

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O comportamento de consumo dos nascidos a partir de meados dos anos 80, conhecidos como millennials, muitas vezes serve de parâmetro para entender o que vai se firmar ou não no mercado eletrônico.

Afinal, para eles, adquirir alguma coisa via e-commerce muitas vezes faz mais sentido do que realizar o mesmo processo pessoalmente. Não é surpresa, portanto, que novos modelos de negócio, como a assinatura de produtos pela internet, exerçam grande fascínio sobre essa parcela da população. Uma pesquisa feita pela agência Moonsylvania com 1.500 jovens identificou os quatro fatores que mais importam para esta geração na hora de fazer suas compras.

Recomendações são parte essencial

Como nativos digitais, os millennials também se sentem em casa nas redes sociais. Seja online ou offline, a recomendação de alguém que você conhece, confia ou admira sempre tem um grande peso na hora de escolher um produto. Um dos primeiros nichos de sucesso no mercado de assinatura de produtos foram as beauty boxes, caixas com amostras de produtos de beleza. Aqui, a mais conhecida delas é a Glambox, que oferece planos mensais, semestrais e anuais.

Produtos socialmente responsáveis

Os jovens engajados dessa geração também buscam o consumo consciente. Isso pode se manifestar pela opção pelo veganismo, por buscar produtos sem agrotóxicos, roupas e cosméticos que não façam testes em animais, e de muitas outras maneiras. Nos EUA existem clubes voltados especificamente para isso como o CauseBox, de produtos femininos, e o Love With Food, de comida. Esses clubes apoiam causas sociais, inclusive financeiramente, e escolhem produtos baseando-se nessa filosofia.

Personalidade, por favor

Comidas, bebidas, meias, produtos de higiene -- já é possível assinar e receber tudo isso em casa. No entanto, além dos produtos de primeira necessidade como esses, há outro grande mercado a ser explorado: o de nichos. Por mais diferente que seja o seu hobby, o millennial vai encontrar pessoas com gostos semelhantes na internet e formar suas próprias comunidades. Logo, porque não oferecer produtos para essas pessoas? O Nerd ao Cubo é um bom exemplo disso: oferece todo o mês caixas temáticas com mimos para o público nerd e geek.

Qualidade > Quantidade

Qualidade não é negociável. Não é que esses jovens necessariamente sejam gastadores, mas como uma geração nascida em tempos de maior prosperidade econômica, o apelo do preço baixo tem um poder menor sobre eles. No Brasil, por exemplo, o ClubeW, que entrega vinhos, tem preços que variam de acordo com o tipo de assinatura, podendo chegar a R$260. A qualidade dos produtos selecionados fez com que esse clube se tornasse o maior do país.

GoBox: uma plataforma para clubes de assinatura

De olho no mercado dos clubes de assinatura, que vem despontando no Brasil, o Grupo Abril decidiu investir R$ 20 milhões na criação de um marketplace para empresas parceiras. A ideia é aproveitar o potencial ainda inexplorado do segmento no país, atingindo os 200 mil assinantes e faturando R$ 250 milhões dentro dos próximos três anos. A abertura dos primeiros clubes de assinaturas para o público deve acontecer em agosto, mas já há cerca de 20 marcas interessadas. As assinaturas devem variar entre R$ 20 e R$ 250.

O presidente do Grupo Abril, Walter Longo, explica mais sobre o assunto: “Vamos oferecer três vantagens ao consumidor. A primeira é a comodidade de receber os produtos em casa. O segundo benefício é a curadoria que será feita pelos especialistas da Abril. Numa assinatura de vinhos, por exemplo, o crítico de Veja São Paulo vai selecionar os que serão entregues. A terceira vantagem é a surpresa”.

Com experiência logística de 40 anos na entrega de assinaturas, um banco de dados de 40 milhões de nomes no Abril Big Data, e um portfolio de marcas queridas pelos leitores, a plataforma já nasce com muito da expertise necessária. “O GoBox reúne a essência de tudo o que faz parte do core business da empresa”, enfatiza Longo.

Apesar da crise, a expectativa do setor é de crescimento: algumas empresas têm planos de dobrar o número de assinantes até o fim do ano. É o caso da BistroBox, de Gabriel Ribeiro, que é presidente da Associação Brasileira de Clubes de Assinatura. “O principal desafio para as empresas do segmento hoje é fazer mais gente conhecer e entender como o modelo funciona”, explica Gabriel.