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Dilma: 'Eu realmente incomodo os parasitas e vou continuar incomodando-os'

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Ueslei Marcelino / Reuters
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“O Brasil estava esperando celebrar seu triunfo com a chegada dos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro, não bancar o anfitrião de um espetáculos de disfunção política de cair o queixo.”

Essa é a interpretação que o New York Times faz deste momento que o Brasil está vivendo em uma reportagem publicada nesta terça-feira (7), sobre a preparação da presidente afastada Dilma Rousseff para o julgamento do processo de impeachment.

Com imagens de Dilma no Palácio da Alvorada, o texto retrata a rotina da petista e expõe a expectativa dela de que senadores mudem o voto e a permitam voltar ao comando do País.

O New York Times ressalta que a série de erros “vergonhosos" cometidos nos primeiros dias do governo do presidente em exercício Michel Temer dão esperança à Dilma.

Além da queda de dois ministros, a publicação americana destaca que Temer, “que fala um português arcaico que confunde seus compatriotas, decidiu não nomear nenhuma mulher ou afrodescendente para o primeiro escalão”.

"É um governo provisório de homem branco rico. (…) Nunca pensei que fosse ver no Brasil um governo tão conservador como este”, critica a presidente afastada ao NYT.

Corrupção

A reportagem pontua que a presidente afastada é uma as poucas entre as figuras políticas que não é acusado de ter roubado para enriquecimento pessoal. Em vez disso, ela é acusada de ter manipulado os recursos públicos para esconder o tamanho da crise econômica.

Entretanto, acrescenta que pesa sob a petista a declaração do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró de que ela mentiu sobre a compra da refinaria de Pasadena - o que Dilma nega.

Além disso, o NYT cita uma reportagem da revista IstoÉ, que mostra que houve doação ilegal de US$ 3,5 milhões para a campanha de reeleição. Dilma também nega e diz que a informação é caluniosa.

Eu realmente incomodo os parasitas e vou continuar incomodando-os.

Ao NYT, Dilma considerou o impeachment um marco que quebra o pacto pela democracia.

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