Huffpost Brazil

Como a foto de uma mãe amamentando seu bebê se tornou um símbolo de esperança

Publicado: Atualizado:
Imprimir

A foto de Dahlia, uma bebêzinha de 28 semanas, sendo amamentada por sua mãe, Keri Barcellos-Putt, foi publicada na página do Facebook Breastfeeding Mama Talk no dia 21 de maio e se tornou viral nas redes. Hoje a postagem tem mais de 38 mil curtidas e quase 2 mil compartilhamentos.

A foto e a legenda comovem, porque a bebê prematura já teve que travar muitas lutas desde que nasceu e, ao contrário do que os médicos previam, conseguiu sobreviver, firme e forte.


"Essa sou eu e minha menina hoje. Nossa primeira vez juntinhas! Ela faz 4 semanas hoje. Nasceu com 28 semanas. A bolsa estourou com 21 semanas e a única opção que os médicos me deram foi terminar minha gravidez. Depois de 2 semanas de repouso em casa e 5 semanas de repouso no hospital, ela nasceu por uma cesária de emergência devido ao descolamento prematuro de placenta. Os médicos ainda pensaram que ela não sobreviveria porque ela tinha água em seus pulmões que ainda estavam em desenvolvimento. Ela está aqui e está saudável. Nunca preciso de oxigênio. 32 semanas de gestação e tentativas de amamentá-la, mesmo eles tendo me dito que ela não seria capaz de mamar até 34 ou 36 semanas de gestação. Ela está provando que todos estavam errados!"

Em entrevista ao Huffington Post US, Keri conta que Dahlia é sua terceira filha e tudo corria bem até que ela foi diagnosticada com uma hemorragia aos dois meses de gravidez, no Natal de 2015. O problema era por causa de um hematoma subcoriônico, um sagramento em camadas específicas da placenta, e os médicos afirmaram que isso se resolveria sozinho.

E foi o que aconteceu quando a gestação chegou ao quarto mês. No entanto, logo depois do hematoma se curar e Keri descobrir que esperava uma menina, sua bolsa estourou. Nesse momento o quadro se tornou mais grave, ela sofreu perda de líquido amniótico antes do trabalho de parto, que é chamado de ruptura prematura de membranas (RPM).

Keri disse ao Huffington Post que nesse momento a enfermeira lhe deu duas opções, nenhuma das duas agradáveis:

"Ela me disse para ir ao consultório no dia seguinte e tomar medicamentos para induzir o trabalho de parto e dar adeus à minha bebê ou ficar em casa e esperar até que eu entrasse em trabalho de parto naturalmente para, em seguida, me despedir da minha filha".

A mãe resolveu pesquisar sobre RPM por conta própria e escolheu uma terceira opção: Ser internada e continuar a gestação tomando remédio para ajudar o desenvolvimento pulmonar de sua bebê, além de proteger seu sistema neurológico.

Cinco semanas depois disso, a placenta de Keri se rompeu e ela teve que fazer uma cesárea. Dahlia nasceu pesando menos de 1 quilo:

"Os médicos me avisaram que ela poderia não sobreviver e que, se conseguisse, seus pulmões não se desenvolveriam bem. Eu me preparei para todos os desfechos possíveis, mas, para minha surpresa, os pulmões dela eram perfeitos para a idade gestacional", relatou ao Huffington Post.

2

A força que vem do aleitamento materno

A foto publicada na página Breastfeeding Mama Talk, é importante para Keri, que está reluzente em poder finalmente amamentar sua filha, mas também inspira e dá forças para outras mães e pais que lutam pela vida de seus bebês prematuros:

"Pretendo amamentar porque eu devo isso a ela e, de certa forma, esse ato tem me ajudado a me redimir um pouco. Eu perdi metade da minha gravidez e o aleitamento é uma forma de me ligar a ela e de sentir que ela precisa de mim", conta

LEIA MAIS:

- 5 razões pelas quais os bebês prematuros são inspiradores - e você não imaginava

- Voz da mãe reforça desenvolvimento de bebês prematuros, relata estudo

-11 ideias erradas sobre amamentação que as mães não aguentam mais ouvir

VEJA MAIS NO HUFFPOST BRASIL:

Close
Fotos mostram a saúde desses bebês prematuros
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção