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O elenco de 'Girls' levanta a voz sobre a necessidade de apoiar e acreditar em vítimas de violência sexual (VÍDEO)

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A cultura do estupro não é um problema pontual do Brasil, ela está presente em todos os lugares do mundo.

Os últimos dias no Brasil foram marcados pelo horror em relação a alguns casos de violência contra a mulher que tiveram destaque na mídia; como o da menina que sofreu estupro coletivo por 33 homens e o assédio sexual e ameaça de estupro do cantor Biel à uma jornalista que o entrevistava.

Já nos Estados Unidos, as pessoas se revoltaram na última semana devido ao desfecho de um caso fortíssimo de violência sexual: Um ex-aluno da Universidade de Stanford estuprou uma menina desacordada em 2015 e ao invés de pegar a pena de 14 anos, como era esperado, um juiz decidiu diminuí-la para seis meses.

Dentro deste cenário, o elenco de Girls, o famoso seriado da HBO, gravou um vídeo, nesta quarta (8), para o site norte-americano de notícias Now This.

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As meninas reforçam a necessidade de dar apoio e acreditar nas vítimas de violência sexual, além de destacarem as estatísticas gritantes sobre essa realidade.

Você pode ver a tradução completa do vídeo abaixo:

"Oi, eu sou a Alisson. Eu sou a Jemima. Eu sou a Zosia. Eu sou a Lena.
Nós podemos ser as estrelas de GIRLS, todas juntas, mas isso não significa que a gente concorda sempre.
Às vezes nós votamos em candidatos diferentes.
Nós temos pontos de vista muito diferentes sobre o que seriam calcinhas e sutiãs apropriados.
A Lena acha que você deveria lavar os cabelos apenas uma vez por semana.
Eu claramente não acho que isso está certo.
Mas há uma questão sobre a qual nós concordamos plenamente.
De acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos EUA) 1 em 5 mulheres sofrerá abuso sexual durante a vida.
E em 80% dos casos, os abusos são cometidos por pessoas que elas já conhecem.
E 1 em 4 mulheres será abusada sexualmente antes dos 18 anos.
Isso não é um segredo. É a realidade
Então por que nossa reação padrão, como sociedade, é não acreditar?
Ou silenciar.
Ou constranger.
E se nós escolhêssemos nos voltar para aquelas que precisam de ajuda, em vez de nos afastarmos?
Escutar. Apoiar.
Você tem a oportunidade de fazer com que as coisas sejam melhores.
Pode ser algo fácil, como um telefonema.
Chamar a atenção de quem faz observações dolorosas.
Oferecer uma carona para o hospital ou para a delegacia.
Ou até mesmo simplesmente escutar.
Não evite as conversas difíceis.
Só estar lá pode fazer com que as coisas melhorem.
Você já tem o poder para criar um ambiente mais seguro e saudável para que as mulheres se manifestem.
E, embora sejamos só nós quatro aqui, agora.
Esperamos representar a solidariedade e apoio que todas as sobreviventes deveriam poder encontrar.
(E essa pode ser a primeira vez em que quatro mulheres brancas podem representar algo com exatidão).
Então, por favor: apoie, escute e aja.
Não porque ela é a filha de alguém.
Ou a namorada de alguém.
Ou a irmã de alguém.
Mas porque ela é alguém.
Ela é alguém."

Estupro é crime

Mulheres são violentadas a cada onze minutos no Brasil, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado em 2015. E, ainda assim, o estupro é um dos crimes menos notificados do Brasil.

Cerca de 50 mil casos de estupro são registrados anualmente no Brasil e estima-se que isso representa apenas 10% da quantidade dos casos. A pessoa que é violentada, a maioria das vezes, deixa de denunciar com medo de retaliações, com vergonha de se expor, e até mesmo com receio de serem culpadas ou tachadas pela violência sofrida.

Não se cale diante de um estupro. É crime. Denuncie!

LEIA MAIS:

- 'Homem é assim mesmo': 8 passos para acabar com a cultura do estupro

- O estupro coletivo das mulheres acontece todos os dias

- Chamar estupradores de doentes é simplificar um problema maior

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