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PMs dizem ter mexido no carro para socorrer menino de 10 anos que morreu em perseguição

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ASSOCIATED PRESS
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Os quatro policiais militares que participaram da ocorrência que terminou com a morte do menino de 10 anos, na zona sul de São Paulo, disseram que mexeram no veículo com o único objetivo de prestar socorro médico à criança, baleada na cabeça.

As informações são do jornal Agora São Paulo.

O garoto, que havia furtado um carro, morreu com um tiro na cabeça durante a perseguição, na Vila Andrade, no dia 2 de junho. A PM alega que ele ofereceu resistência. Junto com o menino de 10 anos estava um amigo dele, de 11 anos.

Segundo a reportagem, os policiais foram ouvidos pela primeira vez, de forma formal e individualmente, na última sexta-feira (10), no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, (DHPP).

Israel Renan Ribeiro da Silva, Otávio de Marqui, Jorge Luiz Tinarelli e Luiz Carlos Aparecido Sampaio chegaram ao prédio da Polícia Civil, no centro de São Paulo, à paisana, às 10h30 e, até as 20h30, continuavam no local.

O ouvidor das polícias, Júlio César Fernandes Neves, tentou acompanhar as oitivas, mas teve o pedido negado pela diretora do DHPP, a delegada Elisabete Sato.

De acordo com o Agora São Paulo, o soldado da Rocam (tropa de motos) que atirou no menino de 10 anos alegou que, ao abrir a porta do veículo, após seu disparo, encontrou o menino ainda vivo e com o revólver calibre 38 em mãos.

Ele estava inclinado na ponta do banco. Por isso foi necessário tirar a arma e deixá-lo de maneira que facilitasse seu atendimento médico. Mesmo com os socorros, a criança morreu no local.

O outro policial da Rocam (que também afirma ter atirado) diz que foi preciso descer o menino de 11 anos que acompanhava o menino de 10 anos pela porta da frente porque estava em pé no banco traseiro.

História mal explicada

O menino de 11 anos disse, em um terceiro depoimento, que não houve resistência como a relatada pela polícia, com tiros após a abordagem. Os investigadores querem entender quais foram as circunstâncias do fim da perseguição e se havia necessidade para o disparo que matou o garoto.

Na última sexta-feira (10), o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, criticou o que chamou de "especulações" sobre a morte do garoto. "Tem muita gente falando além do que pode falar", disse.

As declarações foram feitas durante entrevista em Santos, no litoral sul, após o secretário presidir uma reunião do Gabinete Metropolitano de Gestão Estratégica de Segurança Pública (Gamesp) da Baixada Santista.

Segundo Barbosa Filho, as investigações ainda não foram concluídas, mas "estão caminhando".

"Não existe, por exemplo, um laudo atestando a impossibilidade do disparo de arma de fogo de dentro para fora do carro. Assim como não houve nenhuma deturpação da cena do crime", disse.

"O DHPP jamais afirmou que a cena foi revirada. Alguém disse isso e essa informação virou notícia", comentou.

"Tanto a chegada do Samu como a retirada do menino de dentro do veículo e a vistoria para procurar outra possível arma no automóvel fazem parte do trabalho de apuração. A cena não foi revirada", reforçou.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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