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Homem abre fogo em boate gay nos EUA e mata dezenas de pessoas

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ORLANDO SHOOTING
Steve Nesius / Reuters
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Mais um dia triste, tristíssimo, para a história da humanidade.

Um homem armado com um fuzil AR-15 e um revólver de pequeno porte matou pelo menos 50 pessoas e deixou outros 53 feridos em uma boate gay lotada, por volta das 3h (horário de Brasília) deste domingo, em Orlando, na Flórida.

O número de mortos faz do ataque o mais fatal decorrente de tiroteio em massa na história dos Estados Unidos, depois do massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos. A cidade de Orlando e o Estado da Flórida decretaram estado de emergência.

As autoridades locais estão investigando se o atentado foi de terrorismo doméstico ou internacional. O FBI informou que ainda tentava determinar se o massacre foi um crime de ódio contra gays ou um ato terorista.

O atirador, identificado nesta manhã de domingo (12) como Omar Siddiqui Mateen, foi morto por um policial que trabalhava como segurança na casa noturna Pulse.

Omar, que tinha 29 anos, era cidadão dos Estados Unidos, nascido no país, e morava na Flórida. Os pais são de origem afegã, informaram as autoridades em uma nova coletiva de imprensa na manhã deste domingo (12).

Havia mais de 300 pessoas no local, relata a emissora americana ABC News.

O congressista democrata Alan Grayson chegou a dizer que é mais provável que o ataque tenha motivos ideológicos.

Ou seja, um gravíssimo caso de homofobia e de intolerância com imigrantes.

"É muito mais provável que que foi um ataque por motivos ideológicos. Não é uma coincidência que tenha ocorrido onde ocorreu [em uma boate gay], no dia em que ocorreu [aquela era uma noite latina]."

Oficialmente, porém, as motivações do crime ainda não foram informadas.

"Este é um incidente que, a meu ver, certamente pode ser classificado como um incidente doméstico de terrorismo" disse o xerife do condado de Orange, Jerry Deming.

Ron Hopper, agente especial do FBI encarregado do caso, disse que não há mais nenhuma ameaça para Orlando e regiões próximas. Questionado sobre algum tipo de conexão que o atirador poderia ter com algum grupo radical islâmico, Hopper limitou-se a dizer que há "sugestões de que o indivíduo tem inclinação para isso".

Informações estão sendo divulgadas pelo Twitter da Polícia de Orlando.

Em uma coletiva à imprensa, o chefe de polícia de Orlando, John Mina, explicou que os clientes da boate foram mantidos reféns:

"Foi tomada a decisão de resgatar as vítimas mantidas reféns dentro do local. Nossos policiais trocaram tiros com o suspeito. O suspeito está morto."

Pelo menos um policial ficou ferido no tiroteio. Mina disse que Mateen portava também um "dispositivo" não identificado, implantado nele.

Um dos sobreviventes, Christopher Hansen, relatou o desespero à BBC:

"Me joguei no chão e me arrastei até o banheiro para sair pela porta dos fundos. Me deparei com um homem que havia sido baleado nas costas. Tirei minha bandana e fiz uma compressa para estancar o sangramento, mas ele não parava de sangrar. Então coloquei os braços dele ao redor dos meus ombros e o ajudei a sair de lá."

"Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo porque havia três ambientes tocando músicas diferentes. Depois que saí da boate, ainda escutei disparos. Logo em seguida, os paramédicos chegaram. Vi corpos por toda a parte. No estacionamento, as pessoas foram marcadas com cores diferentes ─ de modo que os paramédicos pudessem saber quem ajudar primeiro. Havia sangue por toda a parte."

É a segunda tragédia com armas de fogo em menos de dois dias, em Orlando. Na noite de sexta-feira, um homem de 27 anos disparou na cantora Christina Grimmie, quando ela dava autógrafos para os fãs. A participante do programa The Voice não resistiu aos ferimentos.

Até quando a intolerância e o fácil acesso a armas de fogo vão fazer vítimas?

Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo.

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