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Entidades LGBT no Brasil e no mundo se solidarizam com ataque nos EUA

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GAY PRIDE SO PAULO
SAO PAULO, BRAZIL - JUNE 02: People take part in the 17th Gay Pride organised by LGBT on June 2, 2013 in São Paulo, Brazil. (Photo by Cris Faga/LatinContent/Getty Images) | Cris Faga/CON via Getty Images
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A 16ª edição da parada LGBT de Madureira, na Zona Norte do Rio, homenageou na tarde deste domingo vítimas do ataque a uma boate gay em Orlando, que deixou 50 mortos. Líderes de organizações gays nos Estados Unidos e na Europa divulgaram nota de repúdio ao massacre.

"Estamos devastados por esta tragédia e não podemos imaginar a extensão do terror sobre o que estava previsto para ser uma noite de diversão para muitos membros da nossa comunidade e seus aliados", afirmou o diretor-executivo da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intergêneros (Ilga), Renato Sabbadini, no site da organização.

Com sede na Suíça, a Ilga é uma das maiores entidades de defesa da comunidade LGBT do mundo e suas pesquisas sobre o assunto costumam servir de base para a Organização das Nações Unidas (ONU) elaborar políticas destinadas à proteção de minorias.

Nos Estados Unidos, a organização Equality Florida iniciou uma campanha para angariar fundos para ajudar as famílias das vítimas de Orlando.

"Estamos de coração partido e enojados com essa violência sem sentido, que destruiu vidas em nosso estado e em nosso país", informou a entidade. "Não fazemos suposições sobre o motivo. Vamos aguardar os detalhes enquanto derramamos lágrimas de tristeza e de raiva”, acrescentou.

No Rio, integrantes da parada gay de Madureira, fizeram um minuto de silêncio pelo atentado. “Não interessa o país. Interessa que atingiu os nossos corações e o coração é infinito para o diálogo”, afirmou Loren Alecander, organizadora do evento.

"A parada LGBT de Madureira repudia tamanho atentado aos direitos humanos. O que aconteceu nos Estados Unidos foi de uma violência inaceitável. Estamos todos chocados e não podemos encarar esse fato como algo normal, nunca", completou.

De acordo com estimativa da Polícia Militar, cerca de 800 mil pessoas participaram do ato.

Em São Paulo, ativistas do movimento LGBT, marcaram uma vigília para noite deste domingo, no Masp, na Avenida Paulista. O grupo afirma que o ato será realizado em homenagem às vítimas “tanto do massacre em Orlando, na Pulse, quanto por todas as vítimas no mundo todo e em especial no Brasil que segue como um dos país que mais mata por transfobia, lesbofobia, bifobia e homofobia no mundo”.

Uma das organizadoras do ato, a ativista Majú Giorgi, do movimento Mães Pela Diversidade, disse que, “não dá mais para banalizar a homofobia”. “As pessoas estão morrendo, e nós, como campeões mundiais de mortes por violência homotransfóbica, temos a obrigação de levantar esta bandeira”, afirmou.

Em Belo Horizonte, uma vigília em homenagem às vítimas de LGBTfobia foi marcada para a próxima terça-feira, em frente à Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

"Nos dias 15, 16 e 17 de junho, acontece a rodada final de discussões do Fórum do Plano Estadual de Educação e, infelizmente, uma parcela dos presentes pretende censurar a discussão de gênero nas escolas mineiras. Acreditamos que somente por meio da educação é possível combater os discursos de ódio e a violência contra a diversidade”, afirma o grupo organizador do evento.

Igreja

O papa Francisco, através do porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, condenou o massacre nos Estados Unidos.

"O terrível ataque ocorrido em Orlando, com um número altíssimo de vítimas inocentes, suscitou no papa Francisco e em todos nós os sentimentos mais profundos de execração e condenação, de dor e de consternamento diante dessa nova manifestação de caráter homicida e de ódio insensato", informou Lombardi.

Segundo o porta-voz, "o papa se une às orações e na compaixão com um sofrimento incalculável das famílias das vítimas e dos feridos e pede ao Senhor para que possam ter conforto".

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