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Tragédia em Orlando: 'Meu filho me ligou da boate chorando e gritando'

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SHOOTING FLORIDA
Massacre deixou 50 mortos; é a maior tragédia com armas de fogo na história dos EUA | Steve Nesius / Reuters
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Helene Royster estava dormindo quando recebeu um telefonema do filho, na madrugada deste domingo (12).

"Ele estava chorando e gritando. Então disse, 'mãe, tem corpos aqui'. Eu não sabia o que pensar. Então eu e meu marido corremos para o carro. Estou aqui tentando confortar as pessoas."

Helene contou ao jornal Orlando Sentinel parte do desespero vivido por centenas de pessoas na boate gay Pulse, alvo de um atirador que matou pelo menos 50 pessoas, neste domingo, em Orlando.

A mãe estava na porta do hospital Orlando Regional Medical Center nesta manhã, onde outras famílias aguardavam notícias de pessoas feridas.

O filho de Helene tinha chegado de Nova York na sexta-feira, para uma visita. Ele estava no pátio da boate, tomando um drink, quando ouviu uma sequência de disparos.

Ele pulou o muro e correu em direção à rua, mas dois de seus amigos tinham entrado para pagar a conta. Um deles foi atingido três vezes e estava no hospital. Do outro amigo ele ainda não tem notícias.

Enquanto Helene era entrevistada, o filho prestava depoimento ao FBI.

É a maior tragédia com armas de fogo na história dos Estados Unidos. Outras 53 pessoas ficaram feridas, segundo autoridades.

O caso está sendo investigado pelo FBI, que apura se foi um crime de ódio e se é terrorismo doméstico ou internacional.

O atirador foi identificado como Omar Siddiqui Mateen, 29 anos, cidadão americano, filho de Afegãos. Ele foi morto por um policial que trabalhava como segurança na casa noturna Pulse.

Jillian Amador sofreu cortes com o vidro estilhaçado na boate e tinha sido liberada do hospital. Ela disse ao Orlando Sentinel que ouviu tiros e as pessoas começaram a correr.

"As pessoas foram se pisoteando. Eu me senti muito mal. Sofro de ansiedade. Estou com muito medo agora. Não quero sair."

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