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Obama sobre ataque a boate gay: 'foi um ato de terror e um ato de ódio'

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ORLANDO OBAMA
AFP
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O presidente dos Estados Unidos Barack Obama descreveu o pior tiroteio em massa na história dos Estados Unidos neste domingo como "um ato de terror" e "um ato de ódio", dizendo que o massacre de 50 pessoas em uma boate gay em Orlando, Flórida, foi um ataque contra todos os norte-americanos.

"Hoje, como norte-americanos, estamos de luto pelo assassinato brutal, um massacre terrível de dezenas de pessoas inocentes", declarou na Casa Branca.

"Embora ainda esteja no início da investigação, sabemos o suficiente para dizer que este foi um ato de terror e um ato de ódio", disse Obama.

"Não vamos ceder ao medo ou virar uns contra os outros. Em vez disso, vamos permanecer unidos como norte-americanos para proteger nosso povo e defender nossa nação e para tomar medidas contra aqueles que nos ameaçam."

Ele ordenou que a bandeira na Casa Branca fosse içada a meio mastro em homenagem às vítimas.

O atirador, que foi identificado como o morador da Flórida Omar S. Mateen, foi morto pela polícia na casa noturna. Um congressista dos EUA disse que Mateen pode ter prometido fidelidade ao grupo militante Estado Islâmico, mas as autoridades norte-americanas advertiram não ter evidências diretas de uma conexão.

Cinquenta e três pessoas ficaram feridas no tumulto, que superou as 32 pessoas mortas no massacre de 2007 na universidade Virginia Tech.

Obama disse que era apropriado ao FBI investigar o massacre como um ato de terrorismo e disse que "não pouparia esforços" para determinar se o atirador havia se inspirado ou associado a um grupo extremista.

Desarmamento

O presidente também chamou o tiroteio de um novo lembrete de "como é fácil alguém colocar as mãos em uma arma que lhes permite atirar em pessoas em uma escola, em uma casa de culto, um cinema ou em uma boate", referindo-se a outros assassinatos em massa que têm pontuado a história recente dos EUA.

"Temos de decidir se esse é o tipo de país que querermos ser", disse ele.

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