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Pai de atirador pede desculpas e polícia investiga ligação com Estado Islâmico

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OMAR ATAQUE BOATE ORLANDO
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Mir Sediqque, pai do suposto atirador da boate gay Pulse, em Orlando, afirmou que seu filho, Omar Sadiqque Mateen, estava expressando "ódio" aos gays. Ele pediu desculpa pelo episódio.

"A questão religiosa não tem nada a ver com isso. Ele viu dois homens se beijando em Miami há alguns meses e ficou muito irritado. Estamos chocados como o resto dos EUA", disse em entrevista à emissora NBC News.

Autoridades americanas ainda investigam o ataque a uma boate gay, em Orlando, de madrugada, que resultou em 50 mortes e deixou 53 pessoas feridas. O massacre começou às 2h e terminou às 5h.

"Nós queremos pedir desculpas por esse incidente. Nós não imaginamos que ele faria isso. Estamos chocados, muito chocados", disse. Mir informou que ajudará os investigadores.

O suspeito foi identificado como Omar Saddiqui Mateen, 29, nascido em Port St Lucie, na Flórida, segundo informações da imprensa dos Estados Unidos.

Natural da cidade de Porto St. Lucie, na Flórida, e filho de paquistaneses, Mateen tinha 29 anos, trabalhava como guarda de segurança e era cidadão norte-americano.

Segundo os policiais, o atirador morava com sua irmã e o cunhado. Um banco de dados do estado da Flórida informou que Mateen tinha duas licenças de armas de fogo e uma licença de agente de segurança. Ambas iriam expirar em setembro de 2017.

De acordo comas investigações, ele comprou as armas uma semana antes do ataque. Em 2013, ele foi investigado pelo FBI após declarações inflamatórias contra colegas de trabalho e alegou ligações com terroristas. No ano seguinte, foi alvo de outra investigação por ligação com um homem-bomba americano.

A ex-esposa de Mateen disse ao jornal Washington Post que ele era violento, mentalmente instável e batia nela constantemente enquanto eles eram casados.

O atirador foi morto pelos agentes policiais que invadiram a casa noturna. Depois de um período em que tentou negociar com o atirador, a polícia decidiu entrar no local e atirou no homem.

Após o episódio na boate, foi declarado estado de emergência na Flórida e em Orlando.

Terrorismo

Autoridades descreveram o ataque como um "ato de terrorismo" ainda que haja cautela na suspeita de conexão com o Islamismo, a qual exige maiores investigações.

Uma autoridade graduada do FBI afirmou que ele pode ter tido inclinações na direção de militantes do Estado Islâmico.

De acordo com a CCN e com a NBC News, policiais informaram que Omar ligou para o 911, número de emergência dos Estados Unidos, alegando ter uma ligação com o Estado Islâmico. Ele também teria menionado um atentado em Boston.

A agência de notícias Amaq do Estado Islâmico disse que o grupo militante islâmico foi responsável pelo tiroteio, sem fazer referência à identidade de Mateen.

Uma conta no Twitter de um grupo afiliado ao Estado Islâmico (EI) postou uma foto que seria dele, mas a organização terrorista não reivindicou oficialmente o ataque.

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