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Obama defende restringir acesso a armas e critica proposta de Trump de banir muçulmanos dos EUA: 'Onde isso vai parar?'

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira (14) que o país está fazendo de tudo para prevenir ataques contra seu território e estão promovendo o combate ao grupo Estado Islâmico.

O presidente discurso após se reunir com seu Conselho de Segurança Nacional sobre os esforços norte-americanos para combater o Estado Islâmico. "Esses não são guerreiros religiosos. São assassinos e ladrões", disse Obama.

Ele afirmou que os parlamentares norte-americanos podem ajudar a evitar ataques como o que matou 49 pessoas em uma boate gay em Orlando ao tornar mais difícil o acesso a armas de fogo.

Obama recebeu relatórios de seus principais assessores de segurança nacional, incluindo o diretor do FBI, James Comey, a procuradora-geral, Loretta Lynch, e o diretor de inteligência nacional, James Clapper.

Em seu discurso, o presidente americano não poupou críticas ao pré-candidato republicano Donald Trump, que desde a tragédia em Orlando vem reforçando sua proposta extremista de expulsar todos os muçulmanos dos EUA. Segundo Obama, esta proposta é "perigosa".

"Nós ouvimos coisas que sugerem que uma comunidade religiosa inteira é cúmplice da violência", disse Obama, segundo o site NBC News. "Onde isso vai parar?"

"Vamos começar a tratar todos os americanos que são muçulmanos de forma diferente? Vamos começar a submete-los a uma vigilância especial? Seremos preconceituosos por causa de sua fé? Os republicanos concordam com isso?"

Obama ainda disse que culpar todos os muçulmanos pelas ações de grupos radicais só torna o Estado Islâmico mais forte.

"O Estado Islâmico quer ser o verdadeiro líder de mais de um bilhão de muçulmanos em todo o mundo, que rejeitam suas ideias malucas... Essa é a propaganda, é assim que eles recrutam as pessoas. Se cairmos na armadilhar e pintarmos todos os muçulmanos com um grande e único pincel, estaremos fazendo o trabalho deles."

Ele acrescentou que esta separação deixaria a América ainda mais vulnerável. "Isso não é a América que queremos... Isso não nos deixaria mais seguros. Ficaríamos menos seguros."

Obama vai viajar a Orlando na próxima quinta-feira (16) para se reunir com os sobreviventes e parentes das vítimas do massacre na boate gay Pulse, onde o atirador Omar Mateen matou 49 pessoas e feriu mais 53 na madrugada de domingo (12). Acredita-se que o ataque teve motivações homofóbicas e em nome do Estado Islâmico.

(Com Reuters)

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