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Júri é convocado para analisar denúncia contra mulher do atirador de Orlando, diz fonte

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ORLANDO
Adrees Latif / Reuters
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Um grande júri federal dos Estados Unidos foi convocado para analisar uma possível conduta indevida da esposa do homem que matou a tiros 49 pessoas em uma boate gay de Orlando, e ela pode ser acusada criminalmente ainda nesta quarta-feira (15), disse uma fonte a par do assunto.

A esposa de Omar Mateen, Noor Salman, sabia de seus planos para o que se tornou o pior ataque a tiros da história moderna do país, afirmou a fonte, que trabalha nas forças da lei norte-americanas.

O senador Angus King, membro do Comitê de Inteligência do Senado e que recebeu um parecer sobre o ataque na Flórida, disse que aparentemente a mulher do atirador "tinha algum conhecimento do que estava acontecendo".

"Ela com certeza é, acho que se poderia dizer, uma pessoa suspeita no momento, e parece estar cooperando e pode nos fornecer algumas informações importantes", disse King à rede CNN.

Noor estava com Mateen quando ele estudou possíveis alvos para um ataque nos últimos dois meses, incluindo o parque Disney World, depois um shopping center chamado Disney Springs e por fim o clube noturno Pulse no início de junho, noticiaram os canais de televisão CNN e NBC.

Mateen, que foi morto a tiros pela polícia depois de um impasse de três horas dentro da boate na madrugada de domingo, ligou para o número 911, o canal de emergência nos EUA, durante sua invasão seguida de disparos para professar aliança a vários grupos militantes islâmicos. Ele também telefonou para um amigo, para se despedir, e para a emissora americana CNN.

"Eu sou o atirador. Sou eu. Eu sou o atirador", disse Omar Mateen ao telefone, segundo o produtor Matthew Gentili, que atendeu o telefonema. "Eu fiz isso pelo ISIS, eu fiz isso pelo Estado Islâmico", finalizou o atirador.

Investigadores federais disseram que ele provavelmente se radicalizou sozinho e que não há indícios de que tenha recebido qualquer instrução ou ajuda de grupos externos, como o Estado Islâmico. Mateen, cidadão norte-americano de 29 anos e filho de imigrantes afegãos, trabalhava como segurança particular.

"Ele parece ter sido um jovem raivoso, perturbado, instável, que se tornou radical", afirmou o presidente dos EUA, Barack Obama, a repórteres.

A mãe de Noor, Ekbal Zahi Salman, mora em um bairro de classe média da cidade de Rodeo, na Califórnia. Um vizinho disse que Noor Salman só visitou a mãe uma vez depois que se casou com Mateen.

A mãe "não gostava muito dele. Ele não permitia que ela (Noor) viesse aqui", afirmou o vizinho Rajinder Chahal. Ele disse que conversou com a mãe de Noor após o ataque em Orlando. "Ela estava em lágrimas, chorando".

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