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Google, Snapchat, Facebook e Twitter se juntam ao Príncipe William para combater o cyberbullying

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PRINCE WILLIAM KIDS
O Duque de Cambridge e o filho, George | Cathal McNaughton / Reuters
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O cyberbullying é uma situação frequente nas escolas em todo o mundo e muitas vezes está relacionado com as dificuldades emocionais e problemas de saúde mental entre as crianças.

Com a tecnologia, o bulllying tem um impacto instantâneo e multiplicado por muitas redes sociais, o que aumenta as dificuldades de uma criança escapar de seus efeitos.

O Príncipe William está à frente de uma força-tarefa da Família Real Britânica, criada em abril, que visa a combater a prática.

Agora, Google, Snapchat, Facebook, Twitter e Telefonica, além do pai da Web, Tim Berners-Lee, vão se juntar à iniciativa, que terá também o reforço da Sky, BBC, Virgin Media e Vodafone.

As empresas trabalharão em conjunto com a Aliança Anti-Bullying e com o Conselho Britânico pela Segurança das Crianças na Internet.

O objetivo é oferecer, no próximo ano, ferramentas para que pais e crianças tenham ajuda, na própria internet, para lidar e combater o bullying online.

Embora os serviços de internet e as redes sociais tragam a possibilidade de se denunciar ou remover um conteúdo abusivo, não há um compromisso comum da indústria em enfrentar o cyberbullying, ou um concentrador de informações sobre como lidar com o problema.

"Como pai, ele [William] sabe que muitas pessoas se preocupam em proteger suas crianças das possibilidades de sofrerem bullying na internet. Ele espera que a força-tarefa ajude a disseminar boas práticas que surgirem e a estabelecer novos padrões para que a internet continue um ambiente em que as crianças e seus pais possam navegar com confiança", disse um porta-voz.

O grupo de trabalho vai consultar adolescentes de 11 a 15 anos para se manter atualizado com as tendências online.

Segundo a Fundação Real Britânica, estudos sugerem que 35% dos jovens de 11 a 17 anos passaram por uma experiência de cyberbullying, e 40% testemunharam a prática nas redes sociais.

Um levantamento realizado com 338 líderes escolares, muitos deles trabalhando em escolas secundárias, indica que mais da metade deles (55%) observou aumento significativo de estudantes sofrendo de ansiedade e estresse nos últimos cinco anos, enquanto mais de 40% disseram ter notado um grande aumento no cyberbullying.

O relatório, da Associação de Líderes de Escolas e Faculdades (ASCL, na sigla em inglês) e do National Children’s Bureau, ambas entidades britânicas, afirma que asescolas observam que mais crianças precisam de ajuda, mas muitas ainda têm dificuldade de obter ajuda para lidar com problemas de saúde mental.

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