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Campanha para Grã-Bretanha ficar na UE assume liderança após morte de parlamentar, mostra pesquisa

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JO COX
BIRSTALL, ENGLAND - JUNE 18: Floral tributes are left for Labour MP Jo Cox, on June 18, 2016 in Birstall, United Kingdom. The Labour MP for Batley and Spen was about to hold her weekly constituency surgery in Birstall Library last Thursday (June 16, 2016) when she was shot and stabbed in the street. (Photo by Matt Cardy/Getty Images) | Matt Cardy via Getty Images
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A campanha para a Grã-Bretanha permanecer na União Europeia (UE) conseguiu uma vantagem de três pontos percentuais sobre a campanha por deixar o bloco antes do referendo marcado para a próxima quinta-feira, de acordo com a primeira pesquisa de opinião realizada depois do assassinato de uma parlamentar.

A pesquisa Survation para o jornal Mail on Sunday mostra que a opção por ficar na UE tem 45 por cento dos votos, enquanto que a opção por sair tem 42 por cento, de acordo com a agência de notícias Press Association.

Pesquisa anterior tinha mostrado o voto por sair da UE à frente, com 45 por cento. Este levantamento foi publicado na quinta-feira, pouco antes de a parlamentar Jo Cox, do Partido Trabalhista de oposição, ser baleada e esfaqueada até a morte por um homem que deu seu nome como "morte aos traidores, liberdade para a Grã-Bretanha" quando apareceu no tribunal neste sábado.

A nova pesquisa Survation foi realizada na sexta-feira e sábado.

Reviravolta

A campanha para decidir sobre a permanência ou não da Grã-Bretanha na União Europeia (UE) foi retomada neste domingo, após um três dias de suspensão devido à morte da deputada Jo Cox, com o primeiro-ministro David Cameron alertando que os britânicos enfrentarão uma "escolha existencial" na quinta-feira.

As atividades de campanha antes do referendo de 23 de junho sobre a UE recomeçaram com duas pesquisas de opinião que mostram a campanha pela permanência no bloco recuperando um pouco do dinamismo, embora o quadro geral continue sendo de um eleitorado dividido.

Cinco dias antes da votação, as campanhas rivais voltaram com uma série de entrevistas e artigos nos jornais no domingo, cobrindo o debate sobre imigração versus economia que definiu a campanha até agora.

Cameron, que lidera a campanha para permanecer na UE, chamou os eleitores a considerar o impacto econômico que deixar o bloco de 28 membros teria.

"Enfrentamos uma escolha existencial na quinta-feira", ele escreveu no Sunday Telegraph. "Então, pergunte a si mesmo: eu realmente ouvi alguma coisa, qualquer coisa, que me convenceu de que sair (da UE) seria o melhor para a segurança econômica da minha família?"

Michael Gove, porta-voz da campanha rival para sair da UE, minimizou o papel do referendo no futuro da economia e afirmou que a saída poderia realmente melhorar a situação econômica da Grã-Bretanha.

"Eu não posso prever o futuro, mas eu não acredito que o ato de deixar a União Europeia possa piorar a nossa situação econômica, penso que poderia torná-la melhor", disse em entrevista ao mesmo jornal.

Ambos elogiaram a deputada do Partido Trabalhista Jo Cox, ardente defensora da adesão à UE, que foi baleada e esfaqueada na rua em seu distrito eleitoral no norte da Inglaterra na quinta-feira. 

O assassinato de Cox, de 41 anos e mãe de dois filhos pequenos, chocou a Grã-Bretanha, recebeu condolências de líderes ao redor do mundo e levantou questões sobre o tom da campanha.

Duas pesquisas de opinião publicadas no sábado mostraram que a campanha pela permanência no bloco tinha recuperado a sua liderança sobre a campanha aposta, enquanto uma terceira pesquisa mostrou a tendência mudando a favor do voto pela permanência.

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