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Às vésperas da Olimpíada, governo Temer tenta se descolar da calamidade pública no Rio de Janeiro

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Moreira Franco, secretário executivo do Programa de Parcerias e Investimentos do governo Michel Temer, defendeu hoje (20) a ajuda financeira ao Rio de Janeiro, ao afirmar que o estado enfrenta uma situação particular por causa da proximidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

"É necessário ajudar os servidores do estado do Rio, a população do estado do Rio de Janeiro, como também não podemos pagar esse mico internacional. [Temos] compromissos assumidos na gestão anterior que não foram cumpridos", disse Moreira, que classificou a situação do Rio de terrível.

Moreira Franco afirmou que a ajuda ao estado do Rio é necessária para garantir pagamentos, prestação de serviços e o cumprimento de compromissos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

"Existe uma questão que distingue o Rio de Janeiro dos outros estados", destacou. Ele lembrou que a competição começa em menos de 30 dias úteis.

"Creio que o governo do presidente Michel Temer não vai aceitar que nós brasileiros paguemos esse mico no momento em que a imagem do Brasil está muito ruim", afirmou. Ele acredita que essas circunstâncias "impõem uma atitude de governo federal".

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Vista aérea das construções olímpicas na Barra da Tijuca

Ao O Globo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que a situação do vivida pelas contas públicas "afeta em zero os Jogos".

"A crise do estado não tem nada a ver com a Olimpíada. Afeta em zero os Jogos. O que afeta é a prestação de serviços. Estamos num momento muito crítico. Então, tem, sim, que ter ajuda do governo federal para o estado do Rio. É importante isso. É uma necessidade. Tomara que aconteça. Em relação à Olimpíada, não há problema, porque a prefeitura já assumiu e fez tudo o que podia. E acho que está bem encaminhado essa negociação do governo do estado com o governo federal. Acho que a única saída que temos é essa ajuda".

O governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, em entrevista ao Globo, defendeu que dinheiro seja usado na conclusão da Linha 4 do metrô e no reforço da segurança durante os Jogos Olímpicos.

"Ele (Temer) não deu valor. Eu pedi R$ 10 bilhões. Brincadeira. Não dei um valor. Nós colocamos a situação do Rio, os problemas. O presidente disse que reconhece que a Olimpíada é um evento nacional, importante para o Brasil, a que o mundo inteiro estará assistindo".

Com informações da Agência Brasil

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