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Chalita, amigo de Temer e citado na Lava Jato, segue firme como possível vice de Fernando Haddad

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Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro e um dos delatores da Lava Jato, chegou a dizer que o presidente em exercício Michel Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão de propina para a campanha de Gabriel Chalita, então candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, em 2012.

Mas a proximidade entre Chalita e Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo parece não ter sido abalada. Chalita foi promessa de renovação no PSDB e no PMDB, mas acabou ganhando espaço dentro do governo petista na capital paulista como secretário de Educação.

Com os recentes choques entre PT e PMDB, Chalita acabou no PDT, tudo para, segundo O Globo, seguir seu trabalho com Haddad:

Pelas mãos do amigo Michel Temer, então vice-presidente, que lhe garantiu a legenda para disputar a prefeitura, Chalita entrou no PMDB em 2011. Os dois se aproximaram quando o presidente interino foi seu professor na PUC-SP. Chalita chegou a dedicar a Temer o livro “Sócrates e Thomas More - Correspondências imaginárias”, uma das mais de 60 obras que escreveu.

Na eleição de 2012, ficou em quarto lugar e, no segundo turno, declarou apoio a Haddad contra José Serra (PSDB). Com a vitória do petista, indicou a sua amiga Luciana Temer, filha do vice-presidente, para participar do governo. Haddad nomeou Luciana secretária de Assistência Social, cargo que ela ocupa até hoje.

A relação fez com que o prefeito invertesse uma das práticas comuns da política brasileira: escolheu o seu vice antes de saber por qual partido ele poderia compor a chapa. Com o rompimento entre PT e PMDB no plano nacional, Chalita precisou buscar uma legenda para estar junto com o amigo na eleição deste ano. Chegou a bater à porta da Rede de Marina Silva, mas acabou ingressando no PDT, em março.

O Estado de S. Paulo também confirma a força de Chalita para as eleições deste ano:

Por ora, o envolvimento de Gabriel Chalita na delação de Sérgio Machado não muda os planos do PT de São Paulo. Ele continua a ser o preferido para vice de Fernando Haddad. A não ser que o quadro piore.

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