Huffpost Brazil

'Vamos embora, Ademar'. Essa é a resposta do governador Francisco Dornelles para crise do RJ

Publicado: Atualizado:
DORNELLES
reprodução/facebook
Imprimir

A Cidade Maravilhosa não anda tão bem assim, e isso não é novidade para ninguém.

Após decretar estado de calamidade pública em razão da grave crise financeira, o governo do Rio de Janeiro está em negociação com a União para receber R$ 3 bilhões de 'socorro'. Mas parece que o governador interino do estado, Francisco Dornelles (PP), acredita que não precisa responder ao público sobre como esses repasses serão feitos.

Quando questionado se as verbas só seriam investidas na segurança, ele responde: "É só o que eu tenho a dizer".

Mas os repórteres não desistem e voltam a perguntar o que acontecerá com as outras áreas. Desta vez, Dornelles foi mais objetivo: "Vamos embora Ademar".

O vídeo da ~entrevista~ viralizou e, com essa despedida, o carro arrancou e deixou qualquer um, literalmente, sem palavras.

A situação do Rio de Janeiro

O presidente em exercício Michel Temer, o governador do Rio, Francisco Dornelles, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi discutiram em conjunto uma medida de socorro financeiro para o estado.

Com dificuldades em cumprir obrigações assumidas para a realização das Olimpíadas, o governo estadual reivindicava emergencialmente pelo menos R$ 3 bilhões.

A intenção do governador era chamar atenção das autoridades federais para as dificuldades enfrentadas pelo estado nas áreas de saúde, segurança e também na obtenção de financiamento para obra do metrô.

A crise financeira do Rio já resultou no fechamento de algumas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e outras estão negando atendimento.

O atraso no pagamento dos funcionários fez o Hemorio (banco de sangue estadual) suspender a coleta de sangue em abril e o Instituto Médico Legal (IML) deixar de receber corpos em sua unidade principal, no centro, no dia 7 de junho, por falta de condições de trabalho.

A Polícia Civil também restringiu o uso de combustível: um terço da frota de viaturas teve o abastecimento diário cortado.

E as Olimpíadas?

"Não afeta em absolutamente nada", afirmou o diretor de Comunicação do Rio-2016, Mario Andrada. "Primeiro, porque a gente já sabia que o Estado estava quebrado. Segundo, porque os recursos por meio de incentivo (renúncia fiscal) já foram garantidos."

LEIA MAIS:

- Após decretar 'calamidade', governo do Rio de Janeiro trabalha para receber R$ 3 bilhões de ‘socorro' da União

- Anistia Internacional alerta: Polícia violenta e Olimpíada é uma 'receita para o desastre'

Também no HuffPost Brasil

Close
A vida destas pessoas foi afetada pelas Olimpíadas do Rio
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção