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Na expectativa de cassação de Cunha, PSDB e PT disputam comando da Câmara dos Deputados

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EDUARDO CUNHA
President of the Chamber of Deputies of Brazil Eduardo Cunha, climbs the escalator before a meeting with businessmen in Sao Paulo July 27, 2015. Brazil's largest party is standing by deeply unpopular President Dilma Rousseff for now despite the defection of one of its own leaders, but that could change if an expected recession stirs up social unrest, party leaders say. Cunha, speaker of the lower house of Congress, broke off ties with Rousseff and wants his Brazilian Democratic Movement Party (P | Nacho Doce / Reuters
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Com a cassação do presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) dada como certa entre os parlamentares, a disputa na Casa se voltou para quem assumirá a Presidência. O descontentamento com o presidente em exercício, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), também tem motivado as negociações.

A nova (PT) e a antiga oposição (PSDB) articulam para emplacar um candidato que transite entre os dois lados. "Estamos nos preparando, começando a fazer conversações dentro da nossa bancada e também começando a receber outros líderes de partidos que desejam uma convergência no sentido de encontra um candidato que possa reunir condições de reestabelecer a normalidade", afirmou o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA).

Entre os nomes cotados estão o do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que chegou a ser cogitado para líder do governo de Michel Temer antes da nomeação de André Moura (PSC-SE) para o cargo. Outro candidato é Julio Delgado (PSB-MG), ferrenho opositor de Cunha e que disputou a presidência no ano passado.

A aproximação do PSDB, DEM e PPS com o PT em busca de um nome comum tem o objetivo de evitar a vitória de um candidato do Centrão, formado pelos partidos PP, PR, PSD e PTB, com cerca de 210 deputados. Eleger um presidente do grupo, ligado a Cunha, é visto como uma forma de perpetuar a presença do peemedebista na Casa, ainda que indiretamente.

Entre esses partidos, os cotados são o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), relator do impeachment da presidente Dilma Rousseff e o deputado Fernando Giacobo (PR-PR), que tem presidido as sessões, uma vez que a atuação de Maranhão é limitada. O líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF) também é cotado para o cargo, mas nega a intenção.

Um dos desafios para encontrar um nome para a função é que alguns candidatos estão de olho no mandato seguinte de presidente, o biênio de 2017 e 2018. Quem assumir agora comandará a Casa em um mandato-tampão até a próxima eleição, em fevereiro.

Desde que Cunha foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 5 de maio, deputados articulam para oficializar a vacância do cargo e emplacar um novo nome, uma vez que Maranhão se recusa a renunciar.

Apesar de diversas tentativas regimentais, não foi encontrada uma solução para afastar o presidente em exercício, então resta aguardar a cassação de Cunha em plenário. A previsão é que a votação acontece por volta de 20 de julho. São necessários 257 votos, em votação abertas, para que o deputada perca o mandato.

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