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A saúde mental de George e Charlotte é uma prioridade do príncipe William

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WILLIAM CHARLOTTE GEORGE
Alpha Press/MediaPunch/IPx
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Alimentação de qualidade, escola boa, um plano de saúde confiável, moradia confortável, contato com a natureza e muito amor.

Essas são prioridades frequentes dos pais na criação dos filhos.

Porém, ainda se fala muito pouco, ou insuficientemente, sobre as questões emocionais das crianças. E o príncipe William, pai de George, que vai fazer três anos, e de Charlotte, de um ano, está decidido a divulgar a saúde mental como uma prioridade.

Ele falou sobre o assunto em uma carta aberta divulgada no Dia dos Pais britânico, comemorado no último domingo (19).

"Hoje comemoro meu terceiro Dia dos Pais. Não é apenas o dia em que celebro quão abençoado eu sou pela minha jovem família, mas também um dia para pensar no quanto eu aprendi sobre a paternidade e as questões enfrentadas pelos pais. É o momento de refletir sobre a minha responsabilidade de cuidar não só da saúde física dos meus dois filhos, mas também de tratar a saúde mental deles como uma prioridade igualmente importante."

William tem se mostrado cada dia mais engajado com a saúde mental. Junto com o irmão, Harry, e a mulher, Kate Middleton, ele participa de uma campanha de conscientização da Heads Together, para quebrar os tabus que cercam o assunto.

Além disso, ele lidera um projeto de prevenção e combate ao cyberbullying. A iniciativa recentemente foi endossada por empresas como Google, Facebook, Twitter e Snapchat.

Para o príncipe William, não há como fugir da responsabilidade, pois ele acredita que a saúde mental de uma criança é tão importante quanto sua saúde física.

"O que temos visto cada vez mais é que muitos dos problemas de adolescentes e adultos podem ser relacionados com dificuldades da infância que não foram resolvidas. Viciados que não puderam ser tratados de um sério problema psicológico que começou ainda na adolescência; homens que se suicidaram e que tinham depressão desde a escola primária; adolescentes sem-teto que não conseguiram lidar com desafios emocionais bastante significativos."

Ele destaca a particularidade de cada situação, mas lembra que o ponto em comum é que muitas famílias poderiam ter sido ajudadas se na época elas pudessem ter conversado sobre saúde mental em casa.

"Eu fico bastante desanimado de perceber que, mesmo com todo o progresso feito nos últimos anos, muitos pais ainda se sentiriam envergonhados se percebessem que seus filhos possuem um problema de saúde mental."

Na carta aberta, o Duque de Cambridge menciona que pesquisas recentes mostraram que mais da metade dos pais nunca falaram com seus filhos sobre saúde mental, e um terço deles acha que se sentiria fracassado se os filhos precisassem de ajuda.

"Isso é tão triste - um filho precisar de ajuda não significa fracasso dos pais. Dar um passo adiante e buscar auxílio são o que importa."

O príncipe William também destacou o baixo estímulo para que homens falem de suas emoções, e as consequências desta cultura.

"Nós sabemos que os pais têm mais dificuldade de buscar ajuda do que as mães. Menos de um terço deles diz acreditar que as necessidades emocionais de suas crianças sejam uma prioridade fundamental. Com frequência se diz que os pais podem ter dificuldade em falar dos próprios sentimentos, então não é uma surpresa que seja difícil, para eles, conversar com o filho ou a filha sobre o assunto."

O Duque aproveitou o Dia dos Pais para estimular os pais a tirarem um momento do dia e perguntar aos filhos como eles estão se sentindo.

"Aproveitem a oportunidade para falar sobre como vocês lidam com a vida, com a paternidade, com a pessoa amada ou com seus amigos. E saibam que, se seu filho ou filha precisam de ajuda, eles precisam do apoio paterno tanto quanto do auxílio da mãe."

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