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Temer sobre proposta de plebiscito de Dilma se escapar de impeachment: 'Não quer governar'

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O presidente em exercício Michel Temer criticou, durante entrevista à Globonews que foi ar nesta terça-feira (21), a proposta da presidente afastada Dilma Rousseff de, se voltar para o governo, seja realizado um plebiscito para realização de novas eleições. "

A leitura que se faz é que, se ela vai voltar para convocar eleições, é porque não quer governar", disse.

Por sua vez, Temer afirmou que não disputará a reeleição, se o Senado aprovar em definitivo o impeachment.

"Deus me colocou isso no colo para eu cumprir uma tarefa. Vou cumprir essa tarefa redimindo milhões de brasileiros, quase 12 milhões de desempregados. Se, ao final do período, houver 500 mil desempregados, terá sido uma tarefa fantástica.

Ao comentar a possibilidade de comparecer na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio como presidente interino, Temer disse que seria melhor se o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff pudesse ser resolvido antes disso.

Temer na Lava Jato
À GloboNews, Temer voltou a negar que tenha pedido qualquer verba para o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado na campanha eleitoral de 2012.

"Você acha que eu iria me servir dele tendo, com toda a modéstia, o prestígio que tenho hoje no cenário nacional para falar com empresário?", disse Temer na entrevista. "Vou dizer a você, os empresários falam e falavam comigo permanentemente."

O ex-presidente da Transpetro acusou Temer de tê-lo procurado em busca de doações para a campanha de Gabriel Chalita (então do PMDB, o partido de Temer) à Prefeitura de São Paulo. Machado teria conseguido R$ 1,5 milhão em doação de uma empreiteira, feita oficialmente. O delator, no entanto, afirmou que quem recebia os recursos sabia que eles tinham origem ilícita.

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