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Juíza nega indenização à mulher que sofreu abuso no metrô de São Paulo

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METRO SO PAULO
Pacific Press via Getty Images
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Mais um caso absurdo de culpabilização da vítima aconteceu em São Paulo na última semana. A juíza Tamara Tamara Hochgreb Matos, da Justiça de São Paulo, negou indenização por danos morais a uma passageira que sofreu abuso sexual dentro de um vagão do metrô em outubro do ano passado.

Na sentença, a juíza negou o pedido de R$ 788 mil de indenização porque, em sua opinião, a vítima não demonstrou desconfortou ou reagiu durante o abuso. Tamara Hochgreb Matos justificou a decisão assim:

"Ficou impassível e nada fez enquanto era tocada por terceiro, ocasionando a demora na intervenção dos seguranças, que estavam no próprio trem."

A juíza ainda disse que "se a autora tivesse expressado seu incômodo de forma inequívoca no início das agressões, os seguranças poderiam ter agido antes e evitado a situação."

O abuso sexual aconteceu no vagão do metrô na Estação Brás e foi presenciado pelos seguranças do metrô, que detiveram o homem e o encaminharam à Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano). A passageira, de 31 anos, prestou depoimento no local.

Ao G1, a passageira, que não quis se identificar, disse que ficou sem reação na hora e se sentiu muito envergonhada.

"Como é que a gente vai fazer alguma coisa com o metrô lotado? Estava muito lotado. Tem câmera, tem vídeo que o metrô pode buscar. Eles vão ver que não tinha nem como a gente se mexer direito no metrô. Eu estava incomodada, me mexia o que eu podia", disse.

O metrô alegou que não é responsável pelo ocorrido porque o abuso foi cometido por outra pessoa. A mulher vai recorrer da decisão.

(Com informações da EBC)

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