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Menino de 11 anos é morto por amigo a 10 minutos do Congresso por uma briga de videogame

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CIDADE ESTRUTURAL
Arquivo Agência Brasil
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Maurício Costa Souza, de 11 anos, foi morto por um amigo de 15 anos de idade devido a um desentendimento envolvendo um videogame. Essa é a conclusão a que a Polícia Civil chegou nesta semana.

Ele morava no Setor de Chácaras Santa Luzia, na Estrutural, a dez minutos da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Segundo dados oficiais, a diferença de renda de quem mora no Plano Piloto e alguém que vive na cidade conhecida por abrigar o maior aterro sanitário da região é de 19 vezes.

J.S.J., de 15 anos, confessou o crime e foi apreendido e encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), na Asa Norte. Ele responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio.

A discussão foi motivada por um videogame Playstation, segundo as investigações. Maurício foi degolado e teve o corpo carbonizado a 100 metros da residência onde morava com os pais. Moradores teriam ateado fogo aos entulhos sem saber que o corpo da criança estava no local.

A mãe, Marlene Costa Silva, de 30 anos, é catadora de materiais recicláveis, assim como boa parte da população da Estrutural.

O garoto de 11 anos dividia o quarto com uma das duas irmãs mais novas. Ele ainda tinha outros três irmãos, que não moram na residência.

O padrasto do adolescente infrator foi conduzido à delegacia após ter sido abordado por policiais portando crack para consumo próprio. Ele foi autuado por uso e porte de drogas e liberado.

Maurício estava desaparecido desde o sábado. De acordo com o pai, o catador de materiais recicláveis Francisco de Assis, 43, o filho e J.S.J. cresceram juntos.

“O primeiro lugar em que procurei foi na casa do amigo dele [o adolescente que confessou o crime], que era aqui perto. Falaram que ele tinha passado por lá e ido embora. Rodei a madrugada toda atrás dele e nada”, contou Francisco ao site Metrópoles.

“De manhã, me deu um estalo e voltei para a casa desse amigo para ver se o Maurício tinha dormido lá. Quando cheguei, só estava o rapaz e o padrasto dele, que apontaram o corpo queimado próximo à grade do Parque Nacional”, acrescentou.

Maurício estava no 3º ano. Frequentava uma escola pública e queria ser professor.

A família não tinha dinheiro para o sepultamento e precisou de ajuda do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do governo do Distrito Federal, de acordo com o Correio Braziliense.

Apesar da brutalidade do crime, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg não comentou o assunto.

O caso tampouco trouxe tanta comoção aos moradores da capital quanto o assassinato da universitária Jéssica Leite, na semana passada. Ou da estudante de biologia da Universidade de Brasília (UnB) Louise Ribeiro, em março deste ano.

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