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A razão pela qual Meryl Streep quase desistiu de 'O Diabo Veste Prada

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MERYL STREEP THE DEVIL WEARS PRADA
Fox
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Meryl Streep teve uma ótima razão para quase não aceitar um de seus papéis mais icônicos – o da gélida Miranda Priestly na comédia O Diabo Veste Prada (2006).

Em entrevista à Variety, em reportagem para comemorar os dez anos do filme, a atriz de 67 anos explicou que ao ler o roteiro do filme pela primeira vez, logo de cara soube reconhecer nele o potencial de sucesso.

Entretanto, o pagamento oferecido pela Fox não a agradou. Streep, que até então relutava em negociar pagamentos maiores que os lhe oferecidos inicialmente, decidiu insistir. E foi aí que tudo mudou.

"Creio que a proposta, para não dizer ofensiva, talvez não tenha refletido meu verdadeiro valor para o projeto.", disse. "Foi meu momento de dizer 'adeus' e eles, então, dobraram a proposta."

A fala seguinte de Streep é particularmente empoderadora:

"Eu tinha 55 anos e havia acabado de aprender, muito tarde, como negociar por si só".

A atriz se tornou um ícone feminista nos últimos tempos: ela tem sido assídua na imprensa para demonstrar apoio à igualdade salarial entre homens e mulheres.

O Diabo Veste Prada – protagonizado por mais duas mulheres além de Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt –, fez um sucesso surpreendente. Além dos elogios da crítica, principalmente para a atuação de Streep, e da adoração do público, o filme conseguiu lucrar nas bilheterias US$ 326 milhões mundialmente. O orçamento foi de US$ 41 mi.

Inspirações

Na mesma entrevista, a atriz revelou quais foram suas inspirações para o papel. E insistiu que, ao contrário do que muitos dizem, não foi Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue.

"A voz eu peguei de Clint Eastwood. Ele nunca, nunca, nunca levanta a voz e todo mundo tem que se inclinar para ouvi-lo. Automaticamente, [ele se torna] a pessoa mais poderosa na sala", contou.

"Mas ele não é engraçado. Isso eu roubei de Mike Nichols. A fala cruel e cortante, se feita com um pequeno rabisco de diversão e ironia, é a instrução mais efetiva, a correção mais memorável, porque todos riem, até o alvo. O andar, receio, é meu."

Nichols dirigiu Streep nos filmes Lembranças de Hollywood (1990), A Difícil Arte de Amar (1986) e Silkwood – O Retrato de uma Coragem (1983).

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