Huffpost Brazil

Número de americanos que dizem já ter feito sexo gay dobrou nos últimos 20 anos

Publicado: Atualizado:
ACEITAO
JOHNER IMAGENS VIA GETTY IMAGES
Imprimir

Parece que provar o sexo gay está ficando cada vez mais popular — bom, pelo menos, mais pessoas agora estão dispostas a falar abertamente sobre encontros sexuais com pessoas do mesmo sexo.

De acordo com um estudo publicado na quarta no Archives of Sexual Behavior, o número de americanos adultos que dizem ter tido experiência com pessoas do mesmo sexo dobrou nas últimas duas décadas.

Um comunicado de imprensa enviado ao Huffington Post pela Universidade Estadual de San Diego revela que Jean Twenge, professor de psicologia na SDSU e colegas Ryne Sherman, da Universidade Atlântica da Florida, e Brooke Wells, da Universidade Widener, descobriram que:

“entre 1990 e 2014, a porcentagem de homens que relataram ter feito sexo com pelo menos um homem aumentou de 4,5 para 8,2 por cento, e o número de mulheres que relataram ter feito sexo com pelo menos uma mulher aumentou de 3,6 para 8,7 por cento”.

Twenge, Sherman e Wells também notaram que “uma porcentagem de adultos relataram ter feito sexo com os dois homens e mulheres subiu de 3,1 para 7,7 por cento”.

O estudo foi conduzido através da General Social Survey, uma pesquisa representativa a nível nacional que inclui mais de 30,000 adultos que concordaram em discutir ideias sobre uma variedade de temas que incluem o comportamento com pessoas do mesmo sexo, que a pesquisa começou a gravar em 1978, e parceiros sexuais, cuja pesquisa vem sendo documentada desde 1989.

O comunicado de imprensa também nota que a pesquisa inclui as atitudes dos participantes em relacionamentos com pessoas do mesmo sexo. Twenge, Sherman e Wells constataram:

“entre 1973 e 1990, a porcentagem de adultos que acreditavam que as ‘relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo não [estava] errada de modo algum’ quase não se alterou, aumentando de 11 por cento para 13 por cento”.

Entretanto, desde 1990, eles descobriram que a aceitação disparou para “49 por cento entre adultos e 63 entre os milênios em 2014”.

“Os jovens da geração milênio são marcadamente mais abertos para o comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo do que os da geração X – mas também é assim com a maioria dos adultos”, disse Sherman em um comunicado de imprensa enviado pela Universidade Atlântica da Flórida.

“A mudança é primariamente uma de período de tempo, onde todos os adultos alteraram suas atitudes.”

Twenge acrescentou: “Essas enormes mudanças nas duas atitudes e comportamento ocorreu por mais de 25 anos, sugerindo uma mudança cultural rápida”.

Ela notou: “Essas tendências são mais uma prova que a cultura americana tem se tornado individualista e mais focada no indivíduo e igualdade. Sem as regras sociais rígidas comuns no passado, os americanos agora se sentem mais livres para terem experiências sexuais que desejam”.

Um novo estudo se alinha com outras pesquisas recentes sobre identidade sexual e experiências. Em agosto de 2015, um levantamento da YouGov conduzida no Reino Unido descobriu que quase um de dois jovens não se identificam exclusivamente como heterossexual.

De forma similar, outro estudo conduzido pela agência de tendências que faz previsões, a J. Walter Thompson Innovation Group, lançado este ano descobriu que 52 por cento da geração Z não se identifica como exclusivamente heterossexual.

(Tradução: Simone Palma)

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

LEIA MAIS:

- Papa Francisco diz que Igreja deve pedir perdão por tratamento que deu a gays

- VIVA! Policial pede namorado em casamento durante Parada LGBT de Londres

- O Brasil está repleto de crianças ATERRORIZADAS por terem pais do mesmo sexo

Também no HuffPost Brasil:

Close
Os 10 piores países do mundo para gays
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção