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Ciro Gomes volta a defender esconder Lula em caso de pedido de prisão 'abusivo'

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Ciro quer proteger Lula de eventual pedido de prisão | Roosewelt Pinheiro/ABr
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Pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2018, Ciro Gomes voltou a defender esconder o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma embaixada, caso ele seja alvo de pedido de prisão considerado abusivo.

"Pensei: se a gente formar um grupo de juristas, a gente pode pegar o Lula e entregar numa embaixada. À luz de uma prisão arbitrária, um ato de solidariedade particular pode ir até esse limite. Proteger uma pessoa de uma ilegalidade é um direito", afirmou em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta terça-feira (28).

De acordo com ele, a ideia surgiu quando o ex-presidente foi alvo de uma condução coercitiva autorizada pelo juiz Sérgio Moro, coordenador da Lava Jato na Justiça Federal. O petista prestou depoimento sobre o triplex no Guarujá.

Deflagrada em 4 de março, a 24ª fase da Lava Jato apura se empreiteiras e o pecuarista José Carlos Bumlai favoreceram Lula e seus familiares por meio do sítio em Atibaia e o triplex no Guarujá. O ex-presidente nega as acusações.

A condução coercitiva foi motivo de contestação de juristas, que consideram a medida extrema. O ato também provocou manifestações em defesa do petista.

Em seu despacho, Moro considerou a decisão "circunstancial". Ele acolheu um pedido do Ministério Público Federal.

Lula também é investigado na Operação Zelotes, que investiga compras de medidas provisórias no governo do petista.

No entendimento de Ciro Gomes, não há motivos para prisão de Lula, mas a presidente afastada, Dilma Rousseff, errou ao nomeá-lo ministro da Casa Civil para obter foro privilegiado, com o objetivo de evitar uma prisão.

O ex-governador do Ceará defendeu as investigações, mas considerou a condução coercitiva criminosa. Ele também classificou como espécie de tortura obrigar presos a fazer delações premiadas e efetuar prisões temporárias.

Em abril, Gomes havia defendido pedir asilo de Lula em uma embaixada no caso de um pedido de prisão. "Vamos montar uma força-tarefa para sequestrar o Lula se achar que ele vai ser preso arbitrariamente. Vamos sequestrá-lo e entregar para uma embaixada estrangeira. Qualquer coisa é possível, não pode é fazer o que foi feito", afirmou à BBC Brasil.

Na época, o presidenciável classificou a decisão de Dilma de nomear o petista para Casa Civil como "maior erro político da minha já longa vida pública".

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