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Ministro do STF revoga prisão de ex-ministro petista detido na última quinta-feira

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PAULO BERNARDO
NELSON ALMEIDA via Getty Images
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quarta (29) a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, detido na última quinta-feira (23), suspeito de desvios do Ministério do Planejamento.

Na decisão, Toffoli afirma que houve "flagrante constrangimento ilegal, passível de correção por habeas corpus de ofício" e determinou "cautelarmente a revogação da prisão preventiva". Ele determinou que a Justiça de São Paulo avalie a aplicação de medidas alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica.

A medida foi uma resposta da reclamação feita pelo advogado do petista, Juliano Breda. Além da nulidade da prisão, ele pedia ainda que o caso fosse julgado no Supremo, já que as provas relacionadas a Paulo Bernardo são similares às que envolvem a esposa dele, a senadora Gleisi Hoffmann (PT- PR).

Ex-ministro dos governos de Dilma Rousseff e de Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Bernardo foi preso nesta quinta (23) na Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato.

Ele é acusado de ter se beneficiado de propina de contratos do Ministério do Planejamento entre 2010 a 2015. De acordo com as investigações, o advogado Guilherme Gonçalves teria repassado propinas em um esquema envolvendo a empresa de software Consist para o ex-ministro. O dinheiro teria ido ainda para a campanha de Gleisi de 2010. O casal nega ter recebido valores iícitos.

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