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Brigas de família: O que fazer se você estiver no meio do tiroteio

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Dica essencial: Evite ser o pombo-correio da família. | SHUTTERSTOCK
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Se você já teve de pedir para o membro da Família A passar o saleiro para o membro da Família B, então está bem ciente das dificuldades associadas às brigas de família.

Embora elas possam não ser sempre tão dramáticas, nenhuma família está imune à uma briga ocasional. Afinal, um pool genético em comum, mais o histórico de família, mais o Tio Bira enchendo a cara de cerveja no Natal nem sempre contribuem para um território neutro.

As coisas ficam complicadas, no entanto, quando duas pessoas (ou grupos de pessoas) têm um desentendimento e você se encontra no meio do tiroteio.

“Geralmente, é o filho do meio ou o caçula que desempenha o papel de pacificador ou mediador”, disse Matt Garrett, da ONG Relationships Australia, em uma entrevista ao The Huffington Post Austrália.

“Se você é visto como o partido neutro na família, então faça de tudo para assumir o papel, mas precisa ser cuidadoso sobre como se relacionar com ambos os lados.”

Segundo Garrett, a pior coisa que você pode fazer é começar a agir como mediador entre as partes rivais, não importa o quanto queira ajudar.

“Não se torne o canal de comunicação entre eles”, disse Garrett. “Ou acabará absolutamente ‘triangulado’ em algo que se voltará contra você.”

Se evitar qualquer tipo de envolvimento for impossível, Garrett diz que é importante estabelecer regras para si mesmo (e para os outros) sobre o que irá e o que não irá fazer.

“Se conseguir ser o pacificador da família, e, vamos admitir, a maioria das família tem pelo menos um, então estabeleça algumas regras para si mesmo — a primeira: você irá ouvir, mas não intervir”, recomenda Garrett.

“E você não ficará no leva-e-traz a toda hora. Você é um membro da família, e não um conselheiro ou um pombo-correio para aquele assunto.”

natal animado
Ah... reuniões de família no fim de ano...

Garrett afirma que essa abordagem permite que o pacificador permaneça neutro.

“Então, quando a poeira baixar, você ainda estará ao lado de ambas as partes”, diz. “Por outro lado, se, por alguma razão, eles não se acertarem, você ainda poderá ter um relacionamento positivo com ambos.”

Outro ponto a considerar são os benefícios de manter as coisas sob controle, sempre que possível. Garrett explica:

“Não vá buscar conselho ou opinião de outros membros da família. Isso apenas aumenta a complexidade e a dificuldade de algo muito específico. Se isso não funcionar, você poderá incentivar a ideia de uma terapia em grupo, a fim de envolver uma terceira parte neutra.”

“A melhor coisa que você pode fazer é incentivá-los a lidar um com o outro. Se sentir que está sendo repetitivo, então pode haver algo a mais acontecendo ali."

Garrett também recomenda evitar qualquer tipo de provocação em relação a outros membros da família.

“No final das contas, você é um membro da família, por isso o que cada um diz sobre o outro será prejudicial ou doloroso, porque você têm um relacionamento com eles”, diz.

“Você nunca sabe, pode acabar sobrando para você. Meu conselho seria limitar seu grau de envolvimento e estabelecer uma regra para si mesmo de não levar recados”, continuou.

“Se eles não estiverem satisfeitos com isso ou, talvez, se estiverem chateados porque você não escolhe um lado, simplesmente diga a eles: ‘É porque ainda quero ser sua irmã ou mãe no fim disso tudo. Estou disposta a ouvir, mas não me peça para agir em seu nome.’”

Segundo Garrett, “a melhor coisa que você pode fazer é incentivá-los a lidar um com o outro. Se sentir que está sendo repetitivo, então pode haver algo mais [sério] acontecendo ali.”

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost Australia e traduzido do inglês.

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