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Eduardo Paes diz que 'chororô' do governo estadual atrapalha Olimpíada

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EDUARDO PAES
Eduardo Paes eleva tom das críticas ao governo do Rio | Brazil Photo Press/CON via Getty Images
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O prefeito Eduardo Paes (PMDB) elevou o tom das críticas ao governo estadual e afirmou neste sábado (2) que o município não assumirá novas funções do Estado. Em tom duro, disse que o governo deve "tomar vergonha na cara" e "arregaçar as mangas".

As afirmações foram feitas um dia depois do roubo do equipamentos de duas redes de TV alemãs e depois de declarações do secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Júnior, sobre as dificuldades por que passa a pasta, com risco de fechamento de hospitais na Olimpíada.

Para o prefeito, o "chororô" em torno da crise financeira do Estado está prejudicando a organização das Olimpíadas:

"Já deu. O estado já passou muita responsabilidade para o município. Eles já receberam dinheiro do governo federal. Está na hora de fazer gestão, de tomar vergonha na cara e cumprir com suas obrigações. É um absurdo um secretário dizer isso [fechamento de hospitais] a essa altura do campeonato. Vai aprender a gerenciar, vai economizar custo."

O prefeito participou na manhã deste sábado de reunião com seus secretários. De acordo com ele, se os hospitais fecharem, depois da ajuda do governo federal, "é melhor pedir o boné e ir embora, se demitir".

O prefeito se referiu ao repasse de R$ 2,9 bilhões do governo federal para a segurança dos Jogos Olímpicos. A ajuda financeira vai permitir ao Estado remanejar recursos financeiros e quitar os salários atrasados de maio dos servidores e pensionistas - o Estado havia pago R$ 1 mil mais a metade do salário.

Não havia previsão para o pagamento da outra parcela antes da liberação pelo governo federal.

O prefeito lembrou que já assumiu a administração de dois hospitais estaduais.

Paes também comentou o roubo dos equipamentos de tevê, avaliados em R$ 1,4 milhão. Para o prefeito, "falta comando" às forças de segurança.

"A gente passou do ponto. Está no limite, falta o mínimo de comando, não pode virar esse desmando no Rio. Não pode falar que é problema social porque problema social também tem em São Paulo, e a gente não vê isso. Tem em Recife, em Belo Horizonte e a gente não vê isso. O que a gente espera das forças policiais do Estado é que elas cumpram suas obrigações. Ao menos essa obrigação."

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