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Na Flip, poeta sírio detona intelectuais e ativistas de direitos humanos: 'Doentes que fazem jogo sujo'

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ABUD SAID
Abud Said foi vaiado e chamado de 'babaca' na Flip neste domingo (3) | Divulgação/Flip
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As declarações de um poeta sírio, que se recusou a falar da realidade de seu país e do Estado Islâmico, revoltaram o público que acompanhava a mesa "Síria mon amour" na Flip (Feira Literária Internacional de Paraty) neste domingo (3).

Abud Said, autor do livro O cara mais esperto do Facebook (Editora 34), engrossou depois de ser questionado pelo mediador Daniel Benevides sobre o ISIS. O escritor acabou sem revelar sua opinião sobre os fundamentalistas, mas atacou ativistas de direitos humanos, jornalistas e intelectuais, conforme registra o G1:

"O jornalismo, as organizações de direitos humanos, o conselho da ONU, os escritores, todos eles estão fazendo um jogo sujo. Eu não gostaria de participar desse jogo. O Estado Islâmico é um assunto muito importante, não quero agora falar (...) Não tenho medo, mas não quero participar desse jogo sujo. Todo mundo parece que está participando sob bandeiras de mídia livre, de direitos humanos, não existe mídia livre, tem gente ganhando dinheiro com isso."

Said foi vaiado e xingado de "babaca" por parte dos participantes da Flip, informa a Folha de S.Paulo.

"Sou egoísta, não quero ser a voz da Síria. Juro por Deus que não há sociedade mais doente que a culta e intelectual e os que trabalham com direitos humanos. Quero viver minha vida", disparou.

Apesar de muitas pessoas terem abandonado a mesa nesse momento, Said foi aplaudido por aqueles que endossaram sua opinião.

A mesa "Síria mon amour" também teve a participação da jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, que já escreveu diversas reportagens sobre Síria, Iraque e Turquia.

Neste momento, ela prepara o livro Lua de mel em Kobani (Companhia das Letras) sobre a vida de um casal sírio e a realidade dos refugiados do país.

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