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Feliciano: 'O que define um homem é o que ele tem no meio das pernas'

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“Não existe o gene gay. A pessoa nasce homem e mulher. Gênero é homem e mulher. E o que é o homem? O que define um homem? O que define o homem é o que ele tem no meio das pernas. É o macho."

É assim que o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) sustenta sua defesa sobre a tese de que homossexualdiade é fenômeno de comportamento. Em debate com o youtuber Felipe Neto, voltou a defender de forma indireta a cura gay.

Para deixar ainda mais claro o tanto que considera “antinatural” a união entre duas pessoas do mesmo sexo, Feliciano recorreu a uma analogia com as tomadas.

“A tomada funciona a seguinte forma, tem um negócio que funciona dentro dela, um é macho outro é fêmea. Desde que o mundo foi formado é macho e fêmea. A sobrevivência da sociedade é macho e fêmea. (…) Nas tomadas só sai, não entra nada.”

Segundo ele, a esta regra também exceção e ela precisa ser estudada. Isto porque, ainda na avaliação do deputado, é possível escolher se você quer ou não ser gay.

“Tem casos e casos. A Daniela Mercury passou a vida inteira com homem, tem 200 filhos com homens, acordou um dia e decidiu que queria ser gay”, exemplifica.

Também há casos, segundo o deputado, de pessoas que fazem o caminho oposto e por isso ele considera que existe o “fenômeno". Feliciano citou um livro, no qual o autor “tratou o fenômeno de comportamento”. “Ele mostra “tratamentos” usados no mundo inteiro. Este livro foi cassado no Brasil.”

Beijo em novela

Embora tenha ressaltado empatia com o amor entre pessoas do mesmo sexo, ele se defendeu da polêmica com o beijo lésbico na novela “Babilônia”, da Globo, no início de 2015. Para ele, a emissora devia respeitar todos mundo, não só uma minoria.

Ele disse que essa exposição em rede aberta de televisão o incomoda. Aconselhado a procurar um psicólogo para se tratar, ele disparou: “Você acha que sou doente?”.

“É antinatural colocar isso na frente dos olhos de todo mundo. Não é homofobia. Homofobia é aversão, é violência contra gay. É você tirar da pessoa o direito dela trabalhar. Minha opinião, a liberdade de expressão vem antes da sexual. Isso não é homofobia."

Medo

Apesar de fazer uma pregação do amor e dizer que a Constituição não se atualizou, ele considerou que o Supremo Tribunal Federal rasgou a Carta Magna ao estender a união estável aos casais homoafetivos.

"Meu medo e eu falei na tribuna da Câmara o problema não é a união estável é que a união estável vai abrir precedente para união civil e a união civil para casamento. Com o casamento, como ficarão as igrejas? Uma vez que as igrejas não apoiem o casamento, elas podem ser criminalizadas."

Em 45 minutos de conversa, Feliciano fez um debate sobre religião, um paralelo com racismo e a condição da mulher na sociedade. Feliciano e Felipe Neto se encontraram após um desentendimento com o youtuber no Twitter. Neto inicia o vídeo pedindo desculpa pela reação explosiva.

A entrevista ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter:

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