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Agora, Twitter vai dar o MESMO tempo de licença para os recém-papais e as recém-mamães

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PATERNITY
Sean Gallup via Getty Images
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Muito se discute sobre a construção dos papéis masculinos e femininos na sociedade. Afinal, o que é ser pai? O que é ser mãe?

Na teoria, essas perguntas podem ter diversas respostas. Mas a prática grita mais alto: é sobre a mulher que recai grande parte das responsabilidades familiares e domésticas. Mas essa realidade poderia mudar caso fossem adotadas algumas medidas bem objetivas, como por exemplo, a equidade das licenças maternidade e paternidade em ambientes de trabalho.

O Twitter é uma das empresas que teve essa iniciativa: agora, no Brasil, os papais terão o direito a 20 semanas, o mesmo período a que as mães que trabalham na empresa têm direito após o nascimento de seus filhos.

A medida, válida também para casos de adoção, faz parte de uma série de ações da empresa voltadas à qualidade de vida e à equidade de gênero.

Mariabrisa Olivares, diretora de Recursos Humanos do Twitter da América Latina, acredita que, com a recente política, a empresa ajuda na desconstrução dos estereótipos de gênero e do 'papel tradicional' dos pais na família:

“O benefício está em linha com a cultura de trabalho no Twitter, que valoriza a flexibilidade e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Isso facilita a priorização da família neste momento importante e a participação igualitária de pais e mães na vida dos filhos, colaborando também para a reintegração das mulheres no retorno ao trabalho e para sua carreira no futuro."

De acordo com informações do Twitter, o programa teve início nos Estados Unidos em maio deste ano e está sendo adotado internacionalmente em todos os escritórios. Agora, passa a valer também para os funcionários brasileiros, divididos entre Rio de Janeiro e São Paulo.

A Natura também segue nessa direção. A multinacional de cosméticos anunciou que vai ampliar de cinco para 40 dias a licença-paternidade remunerada concedida a todos os funcionários, inclusive a casais do mesmo sexo e em casos de adoção.

O período é o dobro do estabelecido pelo Marco Legal da Primeira Infância, sancionado em março pela presidente afastada Dilma Rousseff, para funcionários de empresas privadas e públicas. Apesar de sancionada, a licença estendida é facultativa e se aplica somente às empresas que fizerem a adesão ao Programa Empresa Cidadã.

Em nota, a Natura justificou a ampliação da licença pela importância da "proximidade do pai nesse período" e, principalmente, "para ele estabelecer vínculo com o bebê".

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