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Após caso de Luiza Brunet, atriz Gisele Fraga denuncia violência doméstica: 'Na época tive medo de falar'

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GISELE
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Gilese Fraga publicou em seu Instagram uma foto antiga com um hematoma em seu rosto e desabafou sobre a violência doméstica que sofreu em 2011.

A atriz disse que na época em que sofreu as agressões teve medo de falar sobre isso -- o que é compreensível, já que mulheres são constantemente descredibilizadas quando denunciam as violências que sofrem.

No texto ela ainda diz que está aproveitando "os tempos de defesa da mulher" e cita Luiza Brunet: "Como disse Luiza, a maquiagem esconde por fora mas a marca na alma permanece!"

"Aproveitando os tempos de defesa a Mulher vou deixar registrado aqui. Esta foto é só um registro do que aconteceu a minha face quando Eu tinha uma união estável com um sujeito Bi polar pós meu divórcio! Mas ..... Na época não tive coragem de falar! Como disse Luiza a Maquiagem esconde por fora mas a marca na Alma permanece! Com muito respeito aos que sofrem desta doença mas, precisam se medicar!"


Na última sexta-feira (1), Luiza Brunet denunciou o empresário Lírio Parisotto - seu companheiro há cinco anos - por agressão.

Em entrevista à coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a modelo e atriz revelou ter sido espancada pelo ex-namorado na madrugada do dia 21 de maio.

Luiza afirma que Parisotto iniciou uma série de agressões verbais e, em seguida, deu um soco em seu olho, além de chutes em seu corpo. De acordo com o relato, o empresário também imobilizou Luiza e quebrou quatro de suas costelas.

Ela entregou ao Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) fotos que comprovam a agressão, ocorrida em maio, em Nova York. "Só quem vive isso sabe do pavor e dos sentimentos conflitantes que tomam conta da gente."

A Promotoria já abriu inquérito para apurar o caso e pediu à Justiça medidas de proteção para a atriz. A solicitação foi acatada pelo Judiciário na última terça-feira (28). O programa dominical também ouviu o promotor responsável pelo caso, que disse não ter dúvidas que a agressão realmente aconteceu.

Violência Contra a Mulher e as muitas Marias

A Lei Maria da Penha faz, em agosto deste ano, 10 anos de existência. E são muitas Marias que são agredidas -- e mortas -- todos os dias.

Não é preciso se esforçar muito: Uma rápida pesquisa no google com os termos "mulher agredida" ou "mulher morta" mostram uma vasta -- e assustadora -- quantidade de matérias relacionadas a violência doméstica e feminicídio.

O Mapa de Violência - Homicídio de Mulheres de 2015 aponta que no Brasil, a cada cinco minutos uma mulher é agredida e a cada meia hora uma mulher é assassinada por um homem -- pelo simples fato de ser mulher.

Os casos que são repercutidos na imprensa ainda são poucos em comparação à gravidade do problema. Porém, o assunto tem ganhado mais visibilidade a partir da pressão e da força que o movimento feminista brasileiro vem conquistando desde 2014 -- depois de anos e anos de muita luta sem muita repercussão midiática.

LEIA MAIS:

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