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Até quando? Policial mata homem negro nos EUA durante inspeção de trânsito

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PHILANDO CASTILE
ASSOCIATED PRESS
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Um policial matou a tiros um homem negro durante uma inspeção de trânsito perto de Minneapolis, Estado norte-americano de Minnesota na noite de quarta-feira (6).

A namorada da vítima, Diamond Reynolds, publicou no Facebook um vídeo com fortes imagens, que mostram Philando Castile agonizando após ser baleado.

"Por favor, não me diga que você fez isso com ele. Você atirou disparou quatro balas nele, senhor. Ele só estava pegando a carteira de motorista e a identidade", diz a moça

O caso reascendeu o debate sobre o racismo nas forças de segurança norte-americanas e motivou pedidos para que o governador do Estado peça uma investigação federal do caso.

O presidente dos EUA, Barack Obama se manifestou sobre o caso.

"Independente do resultado das investigações, está claro é que esses disparos fatais não são incidentes isolados. Eles são sintomas desafios mais amplos dentro do nosso sistema de justiça criminal, e as disparidades raciais que aparecem nesse sistema, ano após ano".

“Oficiais de polícia não deveriam poder matar um homem sem motivo nenhum”, disse Diamond, nesta quinta.

Segundo ela, Castile, de 32 anos, foi baleado na frente dela e de sua filha de 4 anos após a polícia ter ordenado que ele parasse seu carro, citando uma lanterna traseira quebrada. Abordado pelos policiais, ele disse ter uma arma regularizada, mas, ao tentar pegar sua carteira, foi baleado pelos agentes. “Nada em sua linguagem corporal dizia ‘mate-me, eu quero morrer’”, disse ela.

A vítima chegou a ser socorrida e levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. "Eu não queria falar com ninguém, eu só queria saber onde o meu filho estava, porque não queria que ele morresse sozinho", disse a mãe de Castile, Valeria, à CNN.

Ela também disse que nunca iria saber o motivo real da morte de seu filho.

"Acredito que ele era apenas o cara negro no lugar errado", disse Valerie, acrescentando que sempre pediu a seus filhos para fazer o que as autoridades pediam - uma forma de sobreviver. "Eu conheço meu filho... nós sabemos que negros vem sendo mortos... Eu sempre falei para eles, quando um policial parar vocês, apenas obedeça, obedeça, obedeça."

O governador de Minnesota, Mark Dayton, disse que uma investigação estadual seria iniciada e que havia pedido para que o Departamento de Justiça dos EUA iniciasse um inquérito independente.

“Esse tipo de comportamento é inaceitável”, disse Dayton.

Dezenas de manifestantes reuniram-se em frente a mansão do governador em St Paul, a cerca de 15 quilômetros a sudeste do local do incidente.

Dois dias antes, em Baton Rouge, capital de Louisiana, Alton Sterling, negro de 37 anos, foi assassinado pela polícia, que o baleou na certeza de que ele estava armado. "Episódios como esse minaram a confiança entre os departamentos de polícia e as comunidades às quais servem", afirmou nessa quarta-feira a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton.

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