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Mais de 200 pessoas são presas em noite de protestos por mortes de negros nos EUA

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BLACK LIVES
Pacific Press via Getty Images
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Milhares de pessoas foram às ruas neste fim de semana contra a morte de dois homens negros em Louisiana e Minnesota e após a morte de cinco policiais por um atirador em Dallas. Pelo menos 200 manifestantes foram presos e cinco agentes policiais ficaram levemente feridos.

A maior tensão aconteceu na noite de sábado em Saint Paul, no estado de Minnesota, onde um conflito entre polícia e manifestantes bloqueou rodovias e terminou com 50 detidos. A polícia local lançou mão de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar a concentração e informou que pelo menos cinco agentes ficaram levemente feridos por fogos de artifício, pedras e garrafas, arremessados por manifestantes.

Em Louisiana, na cidade de Baton Rouge, os manifestantes protestaram diante do departamento de polícia local e diversas pessoas foram presas, incluindo o ativista DeRay Mckesson, do grupo "Black Lives Matter" (Vidas negras importam, em tradução livre).

No Minnesota, a polícia usou bombas de fumaça contra cerca de 200 manifestantes que bloqueavam a rodovia Interstate 94, em St. Paul. A polícia local também informou prisões, sem revelar a quantidade de pessoas, e que oficiais sofreram ferimentos leves, causados por pedras, fogos de artifício e garrafas arremessadas por manifestantes.

Na Califórnia, protestos bloquearam ruas e rampas de acesso da ponte Bay Bridge, que liga as cidades de São Francisco e Oakland. Em Fresno, manifestantes interditaram várias ruas e marchavam para a rodovia State Route 41, quando foram impedidos pela tropa de choque.

Já no Colorado, o grupo "Black Lives Matter" planeja continuar acampado no parque Civic Center, em uma vigília de 135 horas, que representa cada pessoa negra morta por policiais em 2016. O protesto começou na quinta-feira.

Na Flórida, centenas de pessoas marcharam na praia de West Palm, em Fort Lauderdale. Em um certo momento, os manifestantes passaram em frente à prisão local, quando os presos bateram nas janelas como forma de apoio.

Em Nova York, aproximadamente 1 mil pessoas caminharam por Manhattan com faixas com os dizeres "Vidas negras importam" e "Sem justiça, sem paz". A polícia caminhou junto com os manifestantes e ao menos 20 pessoas foram presas.

Obama

Em visita à Varsóvia, na Polônia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse no sábado que o atirador de Dallas "não representa" os afro­americanos. Ele também negou que os EUA sejam um "país dividido" pela questão racial. "Por mais dolorosa que tenha sido esta semana, acredito firmemente que os EUA não estão tão divididos como alguns sugeriram", disse Obama em entrevista coletiva ao término da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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