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Direitos das mulheres, LGBT e legalização da maconha: Erundina é candidata à presidência da Câmara

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LUIZA ERUNDINA
Antonio Cruz / Agência Brasil
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Nona candidata oficial à presidência da Câmara dos Deputados, a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), quer priorizar a reforma tributária e política, além de trabalhar pela legalização da maconha e direitos LGBT, das mulheres e dos indígenas.

"É uma pauta de trazer de novo o apoio popular para as iniciativas que são polêmicas, disputadas de forma muito forte aqui. A questão dos índios, dos negros, das mulheres, do movimento LGBT, as grandes questões que esses presidentes não tiveram coragem, determinação e coragem de enfrentar, nós estaremos aqui com uma agenda que será reconhecida pela sociedade, não só pelos partidos."

A candidatura também foi anunciada como um claro enfrentamento ao deputado afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e aos candidatos ligados a ele. Com a renúncia do peemedebista à presidência, a eleição para o cargos está prevista para esta quarta-feira (13).

"O PSOL foi o partido que mais lutou, desde a CPI da Petrobras e depois com a representação no Conselho de Ética da Câmara, para tirar esse cidadão da presidência que tantos malefícios, nocividade causou ao povo brasileiro", ressaltou o líder da bancada, Ivan Valente (SP).

De acordo com a legenda, o nome de Erundina vem para "resgatar a moralidade". Na CPI da Petrobras, o PSOL apresentou um relatório alternativo ao aprovado em que pedia o indiciamento de Cunha. O partido também é autor da representação que pede o fim do mandato do peemedebista.

Erundina defendeu uma reforma tributária a fim de acabar com a "injustiça fiscal que agrava as desigualdades sociais" e chamou de "remedos eleitorais" as mudanças legais aprovadas pelo Congresso.

Durante o anúncio, a bancada pediu apoio de deputados de esquerda, em contraposição à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ), apoiado por alguns parlamentares do PT. "A gente espera que os partidos de esquerda e do campo popular não flertem com candidatura de democratas do Rodrigo Maia", afirmou o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).

No momento de oficializar a candidatura, Erundina lembrou das barreiras às mulheres na política. Devido a sua altura, ela teve de fazer o anúncio na frente do púlpito, em vez de atrás, como os parlamentares costumam fazer. "Tribuna é sempre instrumento masculino. Em geral os homens são altos. Nós mulheres somos baixas. Por isso que as tribunas sempre são altas", disse a deputada.

A parlamentar é também pré-candidata à Prefeitura de São Paulo.

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